Exposição no centro de SP mergulha o Carnaval em sonho e delírio
Mostra gratuita reúne cinco artistas mulheres e propõe um mergulho sensorial entre fantasia, mistério e arte contemporânea
O Carnaval ganha novas camadas de significado na exposição “Um delírio de carnaval: unir o improvável e celebrar o mistério”, que ocupa a WG Galeria, no centro de São Paulo. Reunindo obras de cinco artistas mulheres, a mostra propõe um mergulho sensorial entre fantasia, delírio e cotidiano, expandindo o imaginário da maior festa popular do país para o campo da arte contemporânea.
Uma travessia artística pelo imaginário do Carnaval
Em cartaz até 28 de fevereiro, a exposição “Um delírio de carnaval: unir o improvável e celebrar o mistério” atravessa a semana do Carnaval e convida o público a experienciar a folia como potência fabulatória. A mostra reúne trabalhos de Bruna Amaro, Clarice Cunha, Paloma Mecozzi, Rafaela Foz e Sandra Lapage, com curadoria de Bianca Coutinho Dias.
Transe, fantasia e suspensão das normas
Inspirada no Carnaval como espaço de transe, fantasia e suspensão das normas, a exposição articula obras que flertam com o onírico, o absurdo e o encantamento. “Encontramos uma zona borrada de inquietante estranheza, com trabalhos impregnados de realidade onírica e vertigem, que dialogam com o mistério e a magia inerente às coisas”, afirma a curadora.
Cinco perspectivas, cinco universos artísticos
Distribuída em cinco perspectivas, a mostra apresenta universos artísticos distintos que orbitam a celebração carnavalesca sem buscar semelhanças imediatas.
Nos trabalhos de Bruna Amaro, pintura, bordado e costura se misturam a materiais como paetês, miçangas e pedrarias, criando composições vibrantes que evocam a rua, o sonho e o excesso. Já Clarice Cunha subverte objetos domésticos — como bacias, correntes e pássaros artificiais — para criar instalações que transformam o cotidiano em território de magia e espanto.
Entre sonho, abstração e deslocamento do real
A pintura de Paloma Mecozzi habita o entrelugar entre figuração e abstração, acionando paisagens mentais, escalas instáveis e referências que transitam entre literatura, cinema e poesia. Em diálogo com o espaço expositivo, as obras de Rafaela Foz tensionam a percepção do real: pedras que parecem sólidas revelam-se frágeis, enquanto mosaicos feitos com vidrotil — material comum na paisagem urbana — deslocam sentidos e criam novas cartografias visuais.
Máscaras, rituais e o indomesticável
Encerrando o percurso, Sandra Lapage apresenta esculturas e máscaras feitas com cápsulas recicladas de café, fios de cobre e materiais reaproveitados. Suas criações evocam festas pagãs, danças macabras e o Carnaval como ritual, explorando o improviso, o excesso e o mistério da matéria. O trabalho dialoga com referências como Arthur Bispo do Rosário, especialmente na relação entre delírio, ornamentação e espiritualidade.
O Carnaval como reflexão e potência criativa
Mais do que uma celebração estética, a exposição propõe reflexões sobre corpos, memórias, desejos e transformações sociais. “Um delírio de carnaval” convida o público a testemunhar o pensamento e os imaginários das artistas diante do que a curadoria chama de “o eterno Carnaval da vida”.
Serviço
Um delírio de carnaval: unir o improvável e celebrar o mistério
WG Galeria
Rua Araújo, 154 – Mezanino, Centro, São Paulo
Até 28 de fevereiro
Entrada gratuita
Horários:
- Terça a sexta: 11h às 19h
- Sábado: 11h às 17h
Informações: wggaleria.com
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