Por que Juliana Paes decidiu voltar à Sapucaí depois de 17 anos
Em entrevista exclusiva à CLAUDIA, a atriz fala sobre maturidade, pertencimento e os motivos do retorno à Sapucaí
Após 17 anos afastada da avenida, Juliana Paes retorna à Marquês de Sapucaí como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro, escola carioca onde ocupou o posto entre 2004 e 2008.
Para ela, a relação com a folia vai muito além da visibilidade que o cargo costuma gerar. “Muita gente acha que a rainha é quem dá visibilidade para a escola, né?! Mas não é assim! Foi a Viradouro que me deu muito! Sou muito grata!”, afirma à CLAUDIA.
Para compartilhar os bastidores dessa nova fase e sua preparação para o retorno, a atriz acaba de lançar uma websérie especial com três episódios, exibida em suas redes sociais. O projeto é realizado em parceria com Radiesse, bioestimulador regenerativo de colágeno da Merz Aesthetics.
A produção acompanha desde a rotina intensa de treinos e os cuidados com o rosto e o corpo até os momentos de expectativa e emoção que cercam o antes, o durante e o depois de sua volta à frente da bateria.
A narrativa propõe um olhar mais íntimo sobre Juliana, incluindo depoimentos de pessoas próximas e cenas exclusivas que revelam a experiência de reviver a energia do samba, agora marcada por maturidade e autoconfiança.
Abaixo, confira a entrevista completa com a atriz:
O que te motivou a aceitar novamente o posto de rainha de bateria?
“Meu retorno como rainha de bateria tem tudo a ver com o Mestre Ciça. Esse ano a Viradouro tem como enredo uma homenagem a ele. O convite falou direto com o meu coração. O Ciça é, para mim, como um pai – inclusive se parece com o meu pai fisicamente.
Ele tem uma conexão com a minha história. Além disso, meu pai, que foi o meu maior fã, no fim da vida sonhava com esse meu retorno. São várias frentes da minha vida que coincidem de forma muito especial! O Carnaval sempre esteve na minha história. Antes do início da minha carreira, eu vinha para quadra da Viradouro de chinelo – a escola faz parte de quem eu sou.”
Como é a sua preparação física e emocional para o Carnaval hoje e o que mudou em relação às outras vezes em que você ocupou esse lugar?
A preparação é muito mais equilibrada. Claro que existe um cuidado físico, ensaios, fortalecimento, dança… Mas o emocional ganhou um peso enorme. E hoje entendo que o cuidado vem de dentro para fora.
Escolho alternativas estéticas que também agem dessa maneira e que respeitam a minha identidade. Com o tempo, aprendi a respeitar meus limites, a ouvir meu corpo e, principalmente, a curtir o processo – disso não abro mão. Me preparo para chegar bem, mas principalmente feliz. O Carnaval na minha vida é um momento para brincar.
Ser rainha de bateria vai muito além do desfile. O que esse papel representa para você?
Representa pertencimento. Costumo dizer que a Viradouro me deu muito ao longo da minha trajetória. Muita gente acha que a rainha que leva visibilidade para escola, né?! Mas não é assim! Foi a Viradouro que me deu muito! Sou muito grata!
Qual mensagem você gostaria de passar para as mulheres que te veem voltar à avenida ocupando um espaço tão simbólico e potente?
Eu gostaria de dizer que a gente não tem prazo de validade. Que maturidade é força, não limite. Que cada mulher pode e deve ocupar os espaços que desejar, no tempo dela, do jeitinho dela. Que isso é lindo. Voltar à avenida hoje é uma celebração da minha história, mas também um convite para que outras mulheres se reconheçam potentes em todas as fases da vida.
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