Apartamento em São Paulo com móveis vintage e clássicos do design
Há três anos vivendo no Brasil com o marido, a moradora projetou um lugar cheio de luz e muito espaço para as memórias da família
Philippe é suíço e economista. Laura, por sua vez, mexicana e arquiteta. Mas o caminho dos moradores deste apartamento paulistano se cruzou em um país distinto da origem dos dois. “Nos conhecemos em Nova York, nos Estados Unidos, há mais de dez anos”, conta Laura.
Na cidade, onde ela ainda mantém seu escritório de arquitetura, eles descobriram paixões comuns – design, arte, fotografia, literatura – e começaram um rico acervo de livros, quadros e mobiliário clássico e vintage. “Esse garimpo constituía a decoração da casinha que compartilhávamos.
Quando Philippe foi transferido para São Paulo, não hesitamos em trazer tudo para cá”, conta. O imóvel, de 230 metros quadrados, localizado no centro da capital, tem pouquíssimas intervenções: as paredes da área social e íntima receberam algumas demãos de tinta branca e o piso foi restaurado.
A base, clara e luminosa, não aconteceu ao acaso. Foi feita para ressaltar o tom quente e as texturas dos itens de madeira. Alguns deles, como uma escrivaninha escolar da década de 1970, posicionada sob a janela do living, mostram também as imperfeições e os desgastes provocados pela ação do tempo. “Encontramos essa peça jogada na calçada. Adoro o tom verde do tampo e as marcas impressas nele”, explica.
Junto à mesa de jantar, as cadeiras, de estilos diferentes, foram incorporadas aos poucos, conforme a dupla encontrava cada uma, e o pendente art déco também veio da temporada nos Estados Unidos. A esse arranjo, carregado de lembranças, a arquiteta somou elementos garimpados aqui, como a mesa de centro e o abajur do estar. “Tudo, claro, seguindo a mistura de épocas e estilos que amamos”, enfatiza.
Há oito meses, a dupla se transformou em trio: a brasileirinha Theodora incorporou mais uma nacionalidade à família e doçura ao décor. No quartinho da bebê, o papel de parede, assinado pela mamãe arquiteta, ilustra justamente a trajetória e as memórias dos três.