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Youtuber pago por Temer já fez posts machistas e racistas

Dono de um canal sobre educação e curiosidades, Lukas Marques já pediu desculpas.

Por Lucas Castilho Atualizado em 20 jan 2020, 20h18 - Publicado em 17 fev 2017, 18h49

O youtuber Lukas Marques, dono do canal Você Sabia?, foi um dos seis contratados pelo Ministério da Educação (MEC) para defender e elogiar neste vídeo a reforma do Ensino Médio. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, ele teria recebido R$ 65 mil da gestão de Michel Temer.

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Com a grande exposição, diversos tuítes antigos do garoto – com conteúdos racistas, machistas, homofóbicos e xenófobos – foram resgatados por usuários do Twitter. “Mulher com mais de mil amigos no Face? É puta”, dizia um deles. “Não sou racista… só acho que os pretos deveriam se fuder mais (sic)”, escreveu em outro.

Com 7 milhões de inscritos no Youtube, o canal dele é direcionado ao público adolescente e procura trazer curiosidades relacionadas a diversos temas. Sobre os tuítes, que em nada tem a ver com a proposta de informar dos vídeos dele, Lukas pediu desculpas:

https://twitter.com/LukasMarqs/status/832675339323133952?ref_src=twsrc%5Etfw

Além do “Você Sabia?”, “os influencers “Pyong Lee”, “Rafael Moreira”, “Malena”, “T3ddy” e “Rato Borrachudo” também foram contratados pelo MEC para fazer divulgação favorável da reforma. Até a divulgação da matéria do jornal, nenhum deles havia feito menção nos vídeos de se tratar de conteúdo patrocinado – que custou cerca de 295 mil reais aos cofres públicos.

Sobre a contratação de youtubers, em nota, a pasta se manifestou:

“Os canais de influenciadores digitais estão incluídos nas mídias digitais e complementam a estratégia de comunicação institucional visando a divulgação e esclarecimento sobre a reforma do Ensino Médio para público diverso e específico. No caso do Ensino Médio, o público alvo da campanha de divulgação e esclarecimento é jovem. Pesquisas apontam que 92% de jovens de 15 a 25 anos, de todas as classes sociais, utilizam este tipo de mídia para se informar. As mídias digitais são uma realidade e a campanha institucional do MEC nestes canais é adequada, legal, barata e eficiente para atingir o público-alvo do Ensino Médio.”

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