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SuperNanny: “Para educar é preciso buscar o equilíbrio entre carinho e limites”

Cris Poli defende a parceria dos pais e da escola no ensino de valores e ética às crianças

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 21 jan 2020, 08h17 - Publicado em 18 Maio 2009, 21h00

Para Cris Poli o maior problema
dos pais, atualmente, é não
colocar limites em seus filhos
Foto: Caio Guimarães

Por intermédio de seu programa SuperNanny, do SBT, a pedagoga Cris Poli, 63 anos, vem mostrando, cada vez mais, a importância da educação na formação de pequenos cidadãos.
 
Professora desde os 18 anos, mãe de três filhos e avó de quatro netos, ela tem uma vasta experiência com o ensino de crianças. E, na TV, ajuda famílias às voltas com mil problemas para criar os filhos. Dedicada e sempre muito paciente, Cris acredita que a melhor forma de passar conhecimentos e ajudar os pequenos a se desenvolver é buscando um equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. E isso vale tanto em casa como na escola. Veja a entrevista da especialista, muito querida pelo telespectador brasileiro. 

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TITITI – O que você acha da educação, hoje, no Brasil?
Cris Poli – Observo que existe uma carência muito grande nas escolas no que diz respeito ao desenvolvimento do caráter dos estudantes. As instituições de ensino preocupam-se mais com a formação acadêmica e acabam se esquecendo de ensinamentos importantes para o crescimento do indivíduo. Outro problema que acontece bastante é os pais depositarem na escola toda a responsabilidade pela educação de uma criança.

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E qual o papel da escola na formação infantil?
Escrevi um livro, Pais e Professores Educando com Valores, sobre esse assunto, pois acredito numa parceria. A responsabilidade de educar é sempre dos pais, contudo, a escola complementa o que se aprende em casa, em termos de valores morais.

Existe alguma diferença entre a educação argentina (a apresentadora é natural daquele país) e a brasileira?
As dificuldades são as mesmas em qualquer lugar do mundo. As histórias não mudam, mas estão adaptadas de acordo com os costumes e características de cada país. O mundo está todo globalizado, inclusive no que diz respeito à educação das crianças.

Você emprega suas teorias com sua família?
Claro, aquilo que faço no programa são situações nas quais realmente acredito. Eu ensinei meus filhos e os ajudei a criar meus netos desse jeito. É a minha realidade, o que aprendi com os meus pais.

Na sua opinião, quais são as principais dificuldades enfrentadas pelos pais no sentido de educar bem?
O maior problema deles é colocar limites nas crianças e exercer a autoridade como orientadores. Os pais têm receio de ser muito rígidos, como ocorria no passado, estão meio perdidos e não sabem muito bem o que fazer. Ensino que para educar é preciso buscar o equilíbrio entre carinho e limites.

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O que falta nas famílias para que os pequenos sejam educados como precisam e merecem?
Falta justamente esse entendimento de que se deve colocar limites nos filhos, com equilíbrio entre amor e proibições. Os pais devem continuar assumindo a responsabilidade de criar o filho. Muitos deles por aí delegam totalmente essa obrigação à escola, aos avós ou mesmo à babá.

É, no SuperNanny você toca bem nesse ponto…
O meu trabalho no programa é de conscientização da família, para que, ainda que com pouco tempo, os pais se dediquem aos filhos com muita qualidade. E isso sempre vale a pena!

Esta reportagem faz parte do projeto Educar para Crescer

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