Saiba quem é Grace Mendonça, a primeira mulher ministra do governo Temer

Natural da cidade de Januária, em Minas Gerais, Grace também é pioneira por ser a única mulher a ficar à frente da Advocacia-Geral da União

Em edição extraordinária do “Diário Oficial da União”, publicada nesta última sexta-feira (9), o Palácio do Planalto nomeou a advogada mineira Grace Maria Mendonça como titular da Advocaria-Geral da União, mais conhecida pela sigla AGU. 

Primeira mulher a integrar o primeiro escalão do governo Temer, Grace foi convidada pelo próprio presidente para suprir o cargo de advogado-geral, anteriormente ocupado pelo gaúcho Fábio Medina Osório, demitido após uma discussão com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

Leia mais: Votação do impeachment: 5 momentos das mulheres na Câmara que nos fizeram refletir.

Natural da cidade de Januária, em Minas Gerais, Grace também é pioneira por ser a única mulher a ficar à frente da AGU. Casada e mãe de três meninas, a advogada de 48 anos integra o quadro de servidores do órgão desde o ano de 2001. 

Veja também: Quem são as duas mulheres que estão entrando no novo governo do Temer​.

Bacharel em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal, especialista em Direito Processual Civil, a mais nova chefe da instituição, cursa, atualmente, o mestrado em Direito Constitucional, segundo informações divulgadas pela própria Advocacia-Geral.

Leia mais: “Ter mulheres na política é o mínimo do que se precisa em uma sociedade”, diz Stephanie Ribeiro, ativista feminista negra​.

Grace, que advoga desde os anos 90, foi docente titular das matérias Direito Constitucional, Processual Civil e Direito Administrativo, na Universidade Católica de Brasília, de 2002 a 2015. Sua vasta carreira na área pode ser compreendida por cargos de destaque, como o de secretária-geral da União, que ocupava desde 2003; adjunta do advogado-geral da União, coordenadora-geral do gabinete do advogado-geral da AGU, no ano de 2002; assessora do subprocurador-geral da República, entre os anos de 1995 e 2001 e advogada da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal TERRACAP, de 1992 a 1995. 

Veja também: “A estrutura sexista do sistema eleitoral do Brasil não foi desmontada”, diz Nadine Gasman, da ONU Mulheres.

A AGU possui como objetivo representar a União nos campos judicial e extrajudicial. De cunho público, a instituição ainda é responsável por assessorar juridicamente e realizar a consultoria do poder executivo. A advogada-geral já atuou em mais de 60 processos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Leia mais: Qualquer dos desfechos tende a ser ruim para Dilma Rousseff. E péssimo para as mulheres​.

A decisão ocorreu após o atual presidente sofrer severas críticas pela falta de representatividade em sua atual gestão – Grace é a única mulher a ser nomeada como ministra.

Veja também: Entra Temer. As mulheres saem.