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Saiba como detectar e tratar gravidez psicológica em cães

“Estima-se que de 50% a 70% delas manifestem os sintomas em algum estágio da vida”, diz a professora Fabíola Zahn, especialista em reprodução animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp

Por Letícia Paiva 11 out 2016, 07h00

Sua cachorra anda amuada ou chorosa? Ela construiu o que parece ser um ninho e passou a proteger um brinquedo como se fosse um filhote, às vezes agressivamente? Atenção, talvez ela tenha desenvolvido uma gravidez psicológica. A condição é comum em cadelas e pode trazer consequências nocivas. “Estima-se que de 50% a 70% delas manifestem os sintomas em algum estágio da vida”, diz a professora Fabíola Zahn, especialista em reprodução animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

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Não há cura, apenas cuidados pontuais. E a única forma de evitar a gravidez psicológica é a castração, recomendada pelos veterinários antes mesmo do primeiro cio – que costuma acontecer no primeiro ano de vida. Embora o procedimento também afaste outras doenças, como o câncer, é definitivo. Então, converse com um especialista antes de tomar uma decisão.

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Causa

Durante uma fase do ciclo reprodutivo, a concentração de progesterona – hormônio que prepara o corpo para a gravidez – aumenta muito. Só que, em alguns bichos mais sensíveis, essa alteração faz o organismo entender que uma gestação está em andamento. “Há animais que chegam a produzir leite e manifestam proteção a uma cria que não existe”, alerta Fabíola.

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Riscos 

Se a mudança for apenas comportamental, não há perigo. Entretanto, caso haja alterações físicas, como mamas inflamadas ou produção de leite, é aconselhável levar a cachorra ao veterinário. “Às vezes, ela também apresenta problemas no aparelho reprodutor. Fique de olho se o bicho demonstra sentir dor. Quanto mais avançada a idade, maiores os riscos”, alerta a professora Ana Maria Dieckmann, do Hospital Veterinário da Universidade Federal Fluminense. 

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Cuidados 

O mais importante, após o diagnóstico, é desencorajar o comportamento da cadela: distraia-a, propondo brincadeiras e passeios, para que ela não fique o tempo todo no ninho. Aos poucos, afaste-a do brinquedo ou objeto que ela trata como filhote. “Esse processo não deve ser traumático. Por isso, não se recomenda nada abrupto, mas especialmente tirá-la de casa mais vezes do que o habitual”, diz Fabíola. Já Marlete Cleff, professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (RS), indica tratamento com homeopatia para acalmar a cachorra e diminuir o stress.  

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