Qual a idade certa para começar no esporte?

Na primeira infância, a criança já começa a tomar gosto pela prática esportiva.

Chegou o momento de matricular o filho em uma escolinha de esportes? Não é raro os pais ficarem nessa dúvida – e ela tem surgido cada vez mais cedo, já que as próprias crianças demonstram interesse por influência dos coleguinhas. Segundo o ortopedista Marcelo Bannwart Santos, do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa de São Paulo, os pequenos podem começar a ter contato com a atividade física de forma planejada a partir dos 4 anos, para que adquiram as habilidades motoras que serão necessárias no futuro.

Valem as práticas coletivas, como futebol, basquete e vôlei, ótimas para aprimorar o espírito de equipe e a liderança; as artes marciais, imbatíveis nos quesitos disciplina e respeito pelo adversário; e a ginástica artística, que estimula a concentração e o autocontrole.

Nessa idade, porém, o intuito jamais pode ser competir. “A iniciação esportiva precoce deve despertar o interesse pelo assunto de maneira lúdica, divertida”. É importante, emenda Santos, que a condução fique a cargo de um professor de educação física, seja na escola, no condomínio, seja no clube. “Só esse profissional dispõe de recursos e ferramentas para estimular as habilidades motoras de acordo com cada fase do crescimento e desenvolvimento infantil.”

Os pais podem dar uma forcinha incentivando o filho a encarar as atividades como pura diversão. “Devem encorajá-lo e até participar dos jogos para que tome gosto pelo esporte. Mas sem nunca pressioná-lo por resultados.”

Em torno dos 6 anos, o cérebro da criança já está em fase final de maturação física. Nesse momento, é possível apresentá-la a jogos e brincadeiras que estimulem ainda mais a coordenação motora. “Até cerca dos 10 anos, ela desenvolve o gosto pelo esporte de forma intuitiva e a assimilação das habilidades esportivas ocorre de maneira muito rápida.

Contudo, ainda é baixo o nível de fixação do gestual motor esportivo. Nessa fase, ainda não convém insistir em aulas para especialização precoce – o risco de desistência é bem maior.” Treinos puxados e rigorosos, recomenda Santos, devem ficar reservados à adolescência.

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