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Por que você deveria parar de colocar as mulheres umas contra as outras

É hora de nos apoiarmos. Veja o por quê.

Por Thaís Tejeda (colaboradora) Atualizado em 21 jan 2020, 20h02 - Publicado em 5 ago 2015, 15h00

Taylor Swift ou Katy Perry? Ivete Sangalo ou Claudia Leitte? Com certeza você já se deparou com essas perguntas várias vezes. É como se para uma brilhar, a outra tivesse que desaparecer. Será que só pode haver uma grande rainha do pop? Você já deve ter ouvido dizer que a amizade entre homens é “mais leal” do que a amizade entre mulheres. É bem provável que você discorde disso ao se lembrar das suas amigas do coração, aquelas que estão (e certamente continuarão) ao seu lado nos piores e melhores momentos da sua vida.

Vamos parar por um segundo e pensar: isso realmente faz algum sentido?

Chega um momento na vida adulta em que você precisa parar e refletir sobre a origem daquele pensamento e se questionar de verdade: “será que essa é mesmo a minha opinião (aquela que você adquiriu sozinha depois das suas próprias experiências)? Ou estou apenas reproduzindo algo que me disseram?”. Mas, então, por que isso continua sendo reverberado por aí até hoje como se fosse uma regra universal?

Acontece que desde pequenos os homens são ensinados a defender uns aos outros. Já nós, mulheres, ouvimos que “mulheres são falsas e fofoqueiras”. E que devemos desconfiar de todas. Precisamos “ficar espertas” com elas. Será que nós temos mesmo que enxergar aquela nova amiga das suas amigas como uma grande ameaça? E aquela nova contratada da empresa, por que ela é intimidadora? Ou por que desconfiar da amiga do seu namorado? Por que, afinal, viver nessa insegurança eterna de que uma outra mulher pode te passar uma rasteira a qualquer momento?

Quem sabe, se nós mulheres olharmos para nós mesmas de outro modo, podemos até acabar concluindo que não existem seres maquiavélicos com planos para nos destruir. Você pode estar pensando “mas como mudar isso?”, podemos começar com aquela regrinha básica da humanidade: colocar-se no lugar do outro. Pois é, algo tão simples e óbvio, mas tão difícil na prática. Baixar a guarda, ter compaixão e, principalmente, não julgar são atitudes que mostram uma grande maturidade e – acredite – fazem toda a diferença! Quem sabe, se você der uma chance, vocês até se tornem amigas (tudo bem, isso não significa que você será amiga de todas as mulheres do planeta Terra, ok?). Mas, quem sabe, não exista um meio termo entre para a relação de amor x ódio?

Responda com sinceridade: quantas vezes você já elogiou uma mulher? É como se, ao reconhecer a beleza da outra, você se tornasse “menos bonita”. E, não, isso não diz só respeito à beleza, mas à inteligência, talento e outras tantas qualidades.

A vida seria tão mais leve se entendêssemos que se uma ganha, todas ganhamos juntas. Se uma ganha respeito, todas nós seremos beneficiadas por isso. É como quando, por exemplo, vemos uma mulher em um cargo de alto escalão ou até mesmo na carreira política. Pense que elas estão ganhando espaços que sempre foram dominados por homens e vistos como “masculinos”, e estão abrindo os caminhos para que nós também possamos chegar lá. Ou aonde quer que você deseje chegar.

Então, aqui vai, vou te contar uma coisa diferente do que te foi ensinado lá atrás: não, você não está sozinha nessa, todas nós estamos com você. Nem tudo é uma competição e, pode parecer frase de campanha política, mas juntas vamos mais longe.

 

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