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Por que a empresa em que você trabalha deve se preocupar com a sua felicidade

Cada vez mais, corporações modernas e arejadas se preocupam com a causa da felicidade dos funcionários

Por Redação M de Mulher Atualizado em 31 out 2016, 11h31 - Publicado em 22 Maio 2014, 22h00

Foto: Getty Images

 

O que faz você feliz no trabalho? Se não conseguiu pensar em nada mais inspirador do que o salário no final do mês, não se acanhe. Grande parte dos estudos sobre o assunto mostra que as pessoas em geral trabalham mesmo pelo dinheiro. Quem deveria se preocupar é a empresa em que você trabalha. Como (ainda) a maioria das grandes corporações, ela pode estar andando na contramão do próprio futuro. Ou, para falar mais cruamente, do seu lucro. Não se trata de mera especulação de mercado. Veja só os índices que estão relacionados a funcionários felizes no trabalho: 33% mais lucro; 43% mais produtividade; 37% mais vendas; 300% mais inovação; 51% menos turnover; 50% menos incidentes de segurança; 60% menos afastamento por saúde; 125% menos burnout.
 
 
Esses números (que você, por sinal, pode recortar aqui e levar para seu chefe quando quiser pedir um aumento) são resultado de diferentes pesquisas reunidas pela Delivering Happiness at Work, empresa americana de consultoria que se diz comprometida em levar a outras companhias um ambiente de trabalho mais engajado, produtivo e lucrativo. Cada vez mais, corporações modernas e arejadas se preocupam com a causa da sua felicidade. E se empenham para se tornar lugares onde a boa remuneração conta, sim, mas não está em primeiro lugar na lista de atração e retenção de talentos. O resultado do ranking de melhores empresas americanas para se trabalhar promovido pelo site internacional de empregos Glassdoor mostra que as companhias ganhadoras (entre as maiores, a consultoria Bain & Company; nas de médio porte, o site de investimento Motley Fool; e, entre as de tecnologia, o Twitter) foram reconhecidas por seus funcionários como lugares em que são felizes porque: 1) o trabalho é desafiador; 2) acreditam que seus resultados promovem impacto positivo sobre a sociedade e 3) têm a oportunidade de trabalhar com chefes e colegas brilhantes. O salário e os benefícios (comida de graça como o Google oferece, por exemplo, faz sucesso) pontuam bem na escolha, mas a maior motivação é se identificar com a missão da empresa e compactuar com os valores e o propósito do trabalho exercido.
 
Não parece simples – e não é mesmo simples. Como o universo do trabalho se expande em múltiplas possibilidades além do emprego formal, é bom ver que o tema da felicidade, que norteia principalmente as aspirações da inquieta geração Y, está na pauta das empresas e de seus resultados. O Google decidiu ir fundo no assunto e desenvolve, há dois anos, o gDNA, um estudo ambicioso que deverá acompanhar seus funcionários por muitos anos para entender a relação deles com o trabalho. O DNA é vital para a companhia, como diz seu VP sênior de Operações, Laszlo Bock: “Queremos saber como aumentar o bem-estar, como desenvolver líderes melhores, como manter nossos funcionários, os googlers, engajados por mais tempo. Queremos saber como a felicidade impacta o trabalho e como o trabalho impacta a felicidade”. Com o perdão do trocadilho, parece uma busca feliz.
Por que a empresa em que você trabalha deve se preocupar com a sua felicidade Cynthia de Almeida é jornalista e estudiosa do comportamento feminino. Com passagens por várias redações da Editora Abril, está constantemente em busca de novas formas de investigar e entender a mulher contemporânea.
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