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Papai Noel aprende libras para atender crianças surdas no interior de SP

O Bom Velhinho já atua há 13 anos em um shopping de São José dos Campos e usa as libras para se comunicar com as crianças surdas.

Por Fernando Gomes - Atualizado em 16 jan 2020, 04h35 - Publicado em 3 dez 2018, 12h18

José Mário Graciano é um senhor aposentado de 69 anos que vem alegrando a criançada em um shopping de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Há 13 anos, ele começou a trabalhar como Papai Noel e há cerca de quatro ele atende crianças surdas por meio da linguagem de sinais.

Essa vontade de aprimorar a conversação e integrar essas crianças veio no Natal de 2014. Em entrevista ao G1, ele fala do episódio em que atendeu duas irmãs gêmeas. “Elas sorriram e eu sorri de volta. Aí o pai fez um gesto explicando que eram surdas. Fiz um movimento com o braço cruzando no peito, que significa abraço, mas foi no instinto, nem sabia que isso significava alguma coisa na língua de sinais. No ano seguinte fui fazer um curso de libras”, diz José.

Wilson Araújo/ TV Vanguarda/Reprodução

José tem um irmão cadeirante, de quem sempre cuidou, e hoje é casado, tem duas filhas e é avô de três netos. Ser um Papai Noel com foco em inclusão sempre foi o seu objetivo. “Eu sempre me preocupei em cuidar das pessoas. Continuo aprendendo”.

Após certo tempo atendendo e dialogando com os pequeninos, o Papai Noel já havia se adaptado à linguagem dos surdos e os entendia com maior facilidade. “Atendi um garoto e consegui entender que ele queria um relógio e uma máscara do Ben 10. Para o relógio ele apontou para o pulso. Fez a letra ‘B’, que são quatro dedos apontados para cima e fez os números um e zero. Para explicar a máscara ele passava a mão sobre o rosto. Papai Noel tem que estar ligado nos personagens também”, relata.

É desse tipo de ação que deixa nosso coração mais quentinho no Natal.

Wilson Araújo/ TV Vanguarda - Edição: João Marcos/ TV Vanguarda/Reprodução
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