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Obama diz que filhas influenciaram seu apoio ao casamento homoafetivo

Na presidência dos Estados Unidos desde 2008, Barack Obama defendia a união civil de casais gays e lésbicos, mas só começou a apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012

Por Ana Paula Machado (colaboradora) Atualizado em 28 out 2016, 01h23 - Publicado em 25 abr 2016, 15h12

Em visita oficial ao Reino Unido, Barack Obama não só colocou o papo em dia com a família real como também reservou um tempinho para conversar com os súditos britânicos. No sábado (23), o presidente dos Estados Unidos se reuniu com cerca de 500 jovens engajados nas mais diferentes causas para uma sessão de perguntas e respostas. Quando questionado sobre campanhas ativistas que o levaram a mudar de posição, Obama escolheu o apoio ao casamento homoafetivo como exemplo, indicando que as filhas e pessoas próximas foram responsáveis por mudar seu ponto de vista. “Tenho que confessar que minhas filhas me influenciaram. Pessoas que eu amava e estavam em relacionamentos homoafetivos monogâmicos me explicaram o que eu deveria ter entendido mais cedo. Não é só uma questão de direitos mas um senso de estigma: se você está chamando algo de um jeito diferente entende-se que de alguma forma isso significa menos aos olhos da sociedade”, explicou. 

Obama defendia a união civil entre casais gays e lésbicos desde que assumiu a presidência, em 2008. O apoio ao casamento homoafetivo veio depois, em seu segundo mandato. O ativismo popular e a aprovação presidencial levou a Suprema Corte Americana a uma decisão histórica em 2015: a legalização do casamento entre casais do mesmo sexo em todos os 50 estados americanos. “Esta é uma consequência de incontáveis pequenos atos de coragem de milhões de pessoas que se opuseram ao longo de décadas, que se revelaram, que contaram para seus pais – pais que amavam seus filhos acima de tudo. Pessoas que estavam dispostas a enfrentar bulliyng e provocações, que ficaram firmes, e vieram a acreditar em si mesmas e em quem elas eram, e lentamente fizeram um pais inteiro entender que amor é amor. […] Esses incontáveis heróis frequentemente anônimos merecem nosso agradecimento. Eles devem ter muito orgulho”, disse o presidente em discurso na Casa Branca após a decisão da Corte. 

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