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O Rio de Janeiro continua lindo…

Patrimônio Mundial da Unesco desde o ano passado, o Rio de Janeiro continua seduzindo turistas de todos os cantos com sua beleza

Por Redação M de Mulher Atualizado em 15 jan 2020, 18h50 - Publicado em 7 ago 2013, 21h00

O famoso Pão de Açúcar, localizado no bairro da Urca
Foto: Frank Kehren

O Rio de Janeiro (RJ) é a bola da vez. O título de Patrimônio Mundial da Unesco, recebido no ano passado, só reforçou o encanto do lugar que mais projeta o país no exterior. E a forma como está sendo moldado para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 aumentam ainda mais a autoestima de uma cidade já acostumada a receber bem. Não param de pipocar novos hotéis, restaurantes, bares e atrações turísticas. Uma delas é o imperdível Museu de Arte do rio (MAR) — para abrigá-lo, o Palacete D. João VI e um prédio modernista foram unidos por uma cobertura gigantesca de cimento ondulado que virou um belo mirante com vista para a área portuária. Além dele, há muito mais o que ver e fazer: visitar o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, conhecer os museus históricos, artísticos e temáticos, conferir os 90 quilômetros de litoral, curtir a boemia e apreciar a natureza exuberante da capital fluminense.

ONDE FICAR 

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Com decoração irreverente e serviço profissional, ganhou em 2013 o prêmio Albergue do Ano pelo GUIA QUATRO RODAS. Além de quatro quartos coletivos, tem seis suítes com TV de LCD, ar-condicionado e ambientação assinada por designers – a Grafite, por exemplo, é inspirada em skatistas e grafiteiros. O bar reúne cariocas e turistas ao redor de bons drinques e sanduíches. R. Pinheiro Guimarães, 91 (Botafogo), 21-3042-1853.


Contemporâneo

Inaugurado este ano, funciona em um casarão de 1904, restaurado. O projeto, do arquiteto Alessandro Sartore, incorpora móveis do designer Carlos Mota. A sala de café da manhã funciona em um container. Há nove quartos coletivos – todos com ar-condicionado, armário metálico e varal – e seis suítes para casal. R. Bambina, 158, Botafogo, 21-3495-1027.

Copacabana Sol
Próximo da praia mais famosa do Rio, tem quartos com boa pintura e a maioria dos equipamentos é nova. A internet wi-fi está incluída na diária e os funcionários são cordiais. O café da manhã é simples – não espere grande variedade de itens ou sucos naturais. R. Sta. Clara, 141 (Copacabana), 21-2549-4577.

SESC Copacabana
O prédio foi projetado por Oscar Niemeyer. Daí os ambientes amplos e quartos planejados – e que recentemente ganharam nova pintura e TV de LCD. Como as diárias têm valor um pouco abaixo da média de Copacabana – e quem for associado ao SESC ganha desconto –, vale fazer a reserva com grande antecedência. R. Domingos Ferreira, 160 (Copacabana), 21-2548-1088.

Margarida´s Pousada
A pousada da portuguesa Margarida Cordeiro é disputada. Pudera. Além do preço camarada, seu sobrado fica em Ipanema e a poucas quadras da praia e da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os quartos, porém, mesmo com ar-condicionado, TV de tela plana e geladeira, podem desagradar aos mais exigentes. R. Br. da Torre, 600 (Ipanema), 21-2239-1840.

ONDE COMER

CT Boucherie

R. Dias Ferreira, 636 (Leblon), 21/2529-2329. Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V. 2ª/6ª 12h/16h e 19h/1h, sáb/dom 12h/1h. Carnes. Na rua mais badalada do Leblon, o restaurante pertence ao chef francês Claude Troisgros. O cliente escolhe o corte de carne – prime rib, por exemplo – e os acompanhamentos são levados à mesa em sistema de rodízio (prove o bom purê de maçã com maracujá).

Irajá
R. Conde de Irajá, 109 (Humaitá), 21/2246-1395. Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V. 2ª/5ª 12h/15h30 e 19h30/0h, 6ª 12h/15h30 e 19h30/1h, sáb 12h/17h e 19h30/1h30, dom 12h/17h e 19h30/0h. Variada. No polo gastronômico da Rua Conde de Irajá, entre os bairros de Botafogo e Humaitá, o pequeno restaurante do chef Pedro Artagão (estrelado no GUIA BRASIL 2013) serve releituras de pratos tradicionais, como a salada caprese com mussarela de búfala líquida.

La Bicyclette
R. Pacheco Leão, 320, lj. D (Jd. Botânico), 21/3256-9052. Cc: M, V; Cd: M, R, V. 2ª/6ª 8h30/21h, sáb 8h30/20h, dom 8h30/16h. Comidinhas. Nesta simpática padaria, o casal de proprietários (ele, francês; ela, brasileira) produz pães com fermentação natural, sem aditivos químicos. Há uma concorrida filial dentro do Jardim Botânico (3594-2589; 3ª/5ª 8h30/18h, 6ª/sáb 8h30/21h, dom 8h30/17h).

San Remo
Av. Borges de Medeiros, 1424 (Lagoa), 21/2244-9628. Cc: A, D, E, M, V; Cd: M, R, V. 2ª/dom 12h/2h. Bar. Fica no Complexo Lagoon, centro de gastronomia e entretenimento junto ao Estádio de Remo da Lagoa. O bar interliga o espaço de quatro restaurantes – é possível pedir itens do cardápio de cada um deles. As mesas na varanda têm vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

O QUE FAZER

Pão de Açúcar

Conjunto formado por dois mirantes naturais na entrada da Baía de Guanabara: o Morro da Urca (227 m) e o Pão de Açúcar (396 m). Do mais alto, uma vista deslumbrante escancara-se ao longe: os barcos na Praia de Botafogo, o Cristo, o Morro Dois Irmãos, a Pedra da Gávea… Ao entardecer tudo fica ainda mais lindo. Bondinhos modernos fazem o transporte até as duas estações. O bondinho parte da Avenida Pasteur, 520 (Urca), 2546-8400, 8h/21h (as bilheterias fecham às 19h50); saídas a cada 20 minutos ou quando a capacidade máxima do bondinho é atingida (65 passageiros). Para chegar ao primeiro estágio (Morro da Urca) há um segundo acesso: a trilha de 30 minutos a partir da Praia Vermelha. R$ 53 (ida e volta para os dois estágios); Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V.

Cristo Redentor (Corcovado)

O monumento de 1931, com 38 metros de altura, virou uma das Maravilhas do Mundo. É o principal cartão-postal carioca, mirante com excepcional vista da cidade. A vista é maravilhosa, a atração está imersa no Parque da Tijuca e o acesso pode ser feito por um trenzinho, em estrada de ferro de 1884. Sem carro: metrô ou ônibus até o Largo do Machado. De lá, pegue os ônibus 422 ou 498 e desça em frente à Igreja São Judas Tadeu – a poucos passos dali, na Rua Cosme Velho, parte o trenzinho que leva à atração (2558- 1329, 8h30/18h30; saídas a cada 30 minutos; R$ 44, ida e volta; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V). De carro: siga as placas sentido Laranjeiras, pegue a Rua das Laranjeiras e sua continuação, a Rua Cosme Velho. Como estacionar perto da estação do trenzinho é muito difícil, prefira continuar e acesse a Estrada das Paineiras, onde está o estacionamento. Lá, vans oficiais levam ao topo – a passagem (ida e volta) custa R$ 18,53 (2ª/6ª) e R$ 26,53 (sáb/dom), 2225-7074.

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Igreja de São Francisco da Penitência

A simplicidade da fachada esconde o esplendor artístico de seu interior. São inúmeros detalhes barrocos, boa parte entalhada em cedro por Francisco Xavier de Brito (mestre de Aleijadinho) e revestida com folhas de ouro. No altar principal, duas imagens parecem movimentar-se: São Francisco de Assis surpreendido pelo Cristo com três pares de asas; e o forro tem pintura ilusionista – a sensação é de que os anjos estão descendo em direção às cadeiras. Entre o altar principal e os bancos dos fiéis, há balaústres de mármore com minuciosa marchetaria. No Largo da Carioca, no Centro, entre no pátio (atenção com bolsas e objetos de valor) e siga por um corredor até atingir o elevador, que dá acesso, ainda, ao Convento e à Igreja de Santo Antônio (em restauro). Também há escadas. 2262-0197; R$ 2. 3ª/6ª 9h/12h, 13h/16h.

Theatro Municipal

Inspirado na Ópera de Paris, foi erguido para ser o melhor palco do país – importância recuperada após o restauro concluído em 2010, que reabriu a programação de espetáculos (theatromunicipal.rj.gov.br). As visitas guiadas ocorrem de 3ª/6ª às 12h, 14h, 15 e 16h, e aos sábados às 11h, 12h e 13h (ingressos 30 minutos antes, na bilheteria da Av. Treze de Maio). Os pontos altos do passeio são o salão de espetáculos e o salão Assírio, revestido com cerâmica francesa esmaltada. Pça. Floriano (Centro), 2332-9134.

Museu Histórico Nacional

É uma aula sobre a história brasileira: o vasto acervo percorre dos tempos pré-históricos até o de figuras políticas como Ulysses Guimarães, em galerias modernizadas nos últimos anos – a visita pode ser feita com o auxílio de um audioguia (R$ 8). Entre os bons momentos da viagem ao passado estão o painel multimídia sobre a expansão marítima portuguesa, a coleção de porcelanas da corte lusitana e o épico quadro Combate Naval do Riachuelo, de Victor Meirelles. Pça. Mal. Âncora (Centro), 2550-9224. 3ª/6ª 10h/17h, sáb/dom 14h/18h. R$ 6 (grátis aos domingos).

Museu da República

O passeio começa do lado de fora, onde há belo jardim, café e cinema. Ao entrar no palácio, comece pela galeria que explica a história de sua construção e lista os 16 presidentes da República que aqui trabalharam entre 1897 e 1960. Prossiga pelos salões, com mobília original, até o segundo andar, onde está o quarto do ex-presidente Getúlio Vargas – que se matou aqui em 1954. O revólver e o pijama usados por ele na data do suicídio estão expostos. R. do Catete, 153 (Catete), 3235-2650. 3ª/6ª 10h/17h, sáb/dom 14h/18h. R$ 6 (grátis aos domingos).

Museu de Arte do Rio (MAR)

Inaugurado em setembro de 2012, faz parte do complexo Porto Maravilha. Dois prédios vizinhos e de estilos arquitetônicos diferentes – o Palacete D. João VI, eclético, e um prédio modernista, originalmente um terminal rodoviário – foram unidos por uma cobertura gigantesca de cimento ondulado, que virou um belo mirante com vista para a área portuária. O palacete foi inaugurado com quatro exposições temporárias: no térreo, obras contemporâneas de artistas como Flávio de Carvalho, Paula Trope e Miguel Rio Branco; o segundo andar tem 150 peças da coleção Hecilda e Sérgio Fadel, com obras de Lygia Clarc, Cildo Meireles e Lygia Pape; o terceiro abriga a rica coleção de Jean Bohici, o marchand mais antigo do Rio, com verdadeiras jóias de Kandinsky e Tarsila do Amaral; e o quarto sedia uma exposição de paisagens e documentos inéditos da cidade. O prédio vizinho é sede da Escola do Olhar, com foco na formação de educadores da rede pública de ensino.

Jardim Botânico

Criado por Dom João VI, é o principal e maior Jardim Botânico do Brasil. Sua beleza resiste há mais de 200 anos, com uma alameda de palmeiras-imperiais, um lago com vitórias-régias, um orquidário e um bromeliário, cartões-postais da atração. A área verde, tombada pelo Iphan e declarada Reserva da Biosfera pela Unesco, tem cerca de 9 mil espécimes vegetais. Uma estufa com plantas insetívoras, um cactário e a Casa dos Pilões (antiga fábrica de pólvora da coroa portuguesa) também valem visita. R. Jardim Botânico, 920 (para pedestres) e 1008 (para pedestres e veículos), Jd. Botânico, 3874-1808. R$ 6. 8h/17h. O estacionamento custa R$ 7. Não há necessidade de guias, o mapa distribuído na portaria facilita a circulação. Se preferir, há passeios guiados grátis em carros elétricos, das 9h/16h, a cada hora (exceto às 12h), com 30 minutos de duração.

Praia do Leblon

Forma, com Ipanema, a dupla mais dinâmica das areias cariocas. Não é raro ver famosos tomando sol ou dando uma corridinha aqui. A ciclovia, que começa no Leblon e segue até o Leme, também costuma lotar de gente. O mirante no início da Avenida Niemeyer é um bom lugar para clicar a praia.

Praia de Ipanema

Aqui surgiram modas, turmas, manias – do vôlei de praia a grupos de teatro, do biquíni à tanga de crochê. Os principais pontos de encontro: em frente ao Country Club, reduto de bem-nascidos (entre a Av. Henrique Dumont e a R. Anibal de Mendonça); Coqueirão (coqueiro mais alto da orla) e Posto 9, territórios de gente sarada (ambos entre as ruas Joana Angélica e Maria Quitéria); e Farme de Amoedo, com frequência gringa e GLS (em frente à rua de mesmo nome). Aos domingos, uma das pistas da Avenida Vieira Souto vira área de lazer.

Praia de Copacabana

Várias definições se aplicam a Copacabana: símbolo de exportação, berço da Bossa Nova, microcosmo da sociedade carioca. Mas nenhuma é capaz de resumir a múltipla personalidade de um dos trechos de orla mais conhecidos do planeta. Pelo calçadão passeiam diariamente milhares de pessoas do mundo todo, que jogam vôlei, caminham, bebem água de coco nos quiosques – o que importa é estar ali. E Copacabana ainda é palco da mais famosa festa de Réveillon do país.

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* Conteúdo MÁXIMA/ GUIA QUATRO RODAS

 

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