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Meu ganso me tirou da depressão

O Chico me fez entender o que é amizade verdadeira. Todos os dias o encho de beijinhos e abraços em agradecimento

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 12h29 - Publicado em 28 out 2008, 21h00
Destaque da Matéria

“Quando eu paro o carro no portão do sítio e buzino, o Chico vem correndo de asas abertas”
Foto: Bob Paulino

Sabe aquelas pessoas que você vê de longe que são felizes? Eu sou uma delas. Mas nem sempre foi assim. Há alguns anos uma crise financeira desencadeou uma depressão severa em mim. Me tranquei no quarto. Como morava na cidade, passei a ir muito mais pro sítio para relaxar a cabeça. E meu grande companheiro nessa época foi o Chico, meu ganso.

Há seis anos comprei um casal de gansos, o Chico e a Chica. A Chica foi atacada por um cachorro do sítio e morreu. Ficou o macho, que foi crescendo com a gente. Durante as piores crises de depressão, eu andava pelo quintal e chamava por ele. No começo Chico era arisco. Bastava alguém chegar perto pra ele gritar e abrir as asas. Aos poucos passei a dar comida e carinho e percebi que ele gostava de mim. Aquilo me tirou da solidão que sentia. 


Cada vez que eu me sentia mal, era ele que procurava. Com o tempo Chico ficou carinhoso. Só comigo. Eu passava a mão na cabeça dele, ele se sentava no meu colo, até beijinho passei a dar e receber de volta. De repente eu vi que havia um elo muito forte entre a gente. Hoje, quando eu paro o carro no portão do sítio e buzino, ele vem correndo. E, quando vou embora, ele abaixa a cabecinha e chora baixinho.

Amor e carinho em dobro
Já não consigo ficar um dia sequer sem ir visitar o meu amigão. E a gente faz tudo junto! Se eu vou carpir, ele vai também. Quando me sento pra comer ele fica ao meu lado. Se fecho a porta, ele berra do lado de fora. Assim que abro, o Chico se deita perto da cama. E eu tenho que fazer carinho nele, senão ele me cutuca com o bico. É incrível. Ele entende tudo que eu falo, como se fosse uma pessoa. Só não fala, mas responde do jeitão dele. Eu nunca tive estudo nesta vida, mas aprendi com o Chico que, não importa se é uma pessoa, um cachorro ou um ganso, quando a gente cria alguém com amor e carinho o que recebe de volta é amor e carinho em dobro.

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