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Meu filho quer um celular. E agora?

Descubra por que devemos resistir à tentação de oferecer o aparelho para a criança toda vez que queremos um pouco de sossego

Por Redação M de Mulher Atualizado em 15 jan 2020, 23h35 - Publicado em 23 Maio 2013, 21h00

 

Ao se distrair com celulares e afins várias vezes ao dia, a criança recebe estímulos demais e deixa de desenvolver habilidades importantes
Foto: Getty Images

Quase uma hora de espera no pediatra e seu filho não para um minuto. Nessa hora, é grande a tentação de tirar o celular da bolsa e colocar um joguinho para a criança sossegar uns minutos. Mas essa atitude, cada vez mais comum nas salas de espera, nas filas do supermercado, no metrô ou em qualquer lugar onde haja um pequeno entediado, precisa ser repensada. “Entregar o celular a uma criança como forma de distração pode trazer prejuízos físicos e sociais para ela, além de atrasar o desenvolvimento de sua coordenação motora”, alerta a pedagoga e psicomotricista Márcia Paiva.

Dê um livro!

Qualquer aparelho eletrônico que toca música e acende luzes costuma ser muito atraente para os pequenos, não há dúvida. “Comparado a um brinquedinho comum, é até uma concorrência desleal”, explica a pedagoga. O problema é que, ao se distrair com celulares e afins várias vezes ao dia, a criança recebe estímulos demais e deixa de desenvolver habilidades importantes, como folhear um livro, perceber a diferença entre vários tipos de brinquedos ou ouvir uma música cantada por uma voz humana, não por uma máquina. Como tudo na vida, o importante é encontrar o equilíbrio. Veja, ao lado, como conseguir isso.

Atenção, pais! Celular não é brinquedo

Não existe idade certa para dar esse tipo de aparelho para a criança, mas o ideal é que isso aconteça quando ela começa a ter independência para sair sem os pais. Márcia Paiva explica que é preciso resgatar o uso original do celular. “Opte por versões mais simples, que não façam muita coisa além de telefonar.” Alerte seu filho sobre a importância do uso do telefone para emergências e, principalmente, para que você possa localizá-lo rapidamente quando for necessário.

Crianças de 0 a 7 anos que usam o celular exageradamente podem sofrer:

1. Dificuldade para se relacionar.

Diante do celular ou outros aparelhos eletrônicos, os pequenos deixam de brincar e conviver com os amiguinhos.

2. Demora para desenvolver movimentos e sentidos.

O aparelho não estimula o tato e o olfato. Além disso, os únicos músculos que se exercitam são os dos dedinhos.

3. Problemas de visão.

Mais de dez minutos diante da tela do celular pode acabar provocando dores na nuca e nos olhos. Fique atenta!

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4. Perda de contato com o mundo ao vivo e em cores.

Como seu filho vai saber o que é uma montanha, uma árvore ou uma banca de jornal se não olhar pela janela do ônibus?

3 sugestões de brinquedos para levar na bolsa

1. Livro com figuras.

O estímulo visual do celular pode ser substituído por um livrinho colorido. Procure um que seja adequado à idade do seu filho.

2. Giz de cera e papel.

Esse é o truque mais barato e antigo para manter as crianças quietas de forma educativa. Cadernos para colorir agradam à maioria dos pequenos. Álbuns de figurinhas também são boa alternativa. Experimente!

3. Bonequinhos.

Bastam dois personagens familiares à criança para que a imaginação dela voe solta para qualquer lugar. Tenha sempre na bolsa um super-herói ou uma boneca. Antes de sair de casa, pergunte qual brinquedinho seu filho quer levar.

O tempo vai passar de um jeito mais gostoso!

Márcia sugere brincadeiras para estimular a criatividade da criança durante viagens de carro. Seus filhos nem vão lembrar de pedir o celular para se distrair…

· Para crianças pequenas, a partir de 3 anos, apresente o seguinte desafio: “Quem consegue achar um carro amarelo?” Quem conseguir inventa a pergunta seguinte: “Quem encontra uma bicicleta azul?” e assim por diante.

· Para crianças maiores, o jogo pode incluir letras. “Quem acha um objeto que começa com a letra A?”

· Na estrada, dentro do carro ou do ônibus, que tal calcular quantos quilômetros faltam para chegar ao destino lendo as placas da rodovia?

Fonte: Márcia Paiva, pedagoga especializada em Educação Infantil, Orientação e Supervisão Escolar e psicomotricista 

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