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Jovem é agredida e assediada em bloco de Carnaval de rua em SP

As pessoas que estavam ao redor não ajudaram, apenas deixaram que o agressor saísse rindo.

Por Gabriela Kimura
21 fev 2017, 11h43 • Atualizado em 20 jan 2020, 20h03
Carolina Froes mostra as marcas da agressão (Carolina Froes/Facebook)
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  • No último fim de semana, a capital paulistana foi tomada pelos bloquinhos de rua em praticamente toda sua extensão. De leste a oeste, de norte a sul, a folia estava começando a animar para o Carnaval, mas, como todo ano, as mulheres são agredidas e assediadas em eventos como esses.

    Carolina Froes, de apenas 22 anos, contou em um post em seu Facebook o abuso sofrido no sábado (18), no bloco Casa Comigo, na zona oeste de São Paulo. Ela foi com as amigas vender geladinho e, após três horas de trabalho sob sol quente, um homem sentiu-se “no direito” de puxar a parte de cima de sua roupa.

    O que se seguiu foi ainda pior: Carolina tentou afastar o agressor, enquanto gritava para que alguém chamasse a polícia, mas as pessoas apenas abriram espaço para a “briga”. Então, o homem a agarrou pelo pescoço, enforcando-a, atirando a moça no chão em seguida.

    Quando levantou, em vez de segurar o agressor, as pessoas seguraram Carolina, que estava tentando se defender do assédio. No fim do post, ela pede para que, caso você se depare com um caso desse ou similar, reaja e denuncie. Ajude a mulher que estiver ali, do seu lado, na sua frente ou atrás de você – seja ela conhecida, amiga, irmã ou desconhecida.

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    Há também uma campanha rodando em redes sociais chamada Minas de Vermelho: a ideia é que as mulheres usem uma faixa vermelha no braço, sinalizando que estão disponíveis em qualquer situação para ajudar qualquer mulher, sendo um porto seguro para elas (e para nós).

    As denúncias podem ser feitas pelo 180, especializado em violência contra a mulher, que funciona 24h, ou então ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência, contando com testemunhas, vídeos e/ou fotos que possam servir como prova.

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