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Homem que ejaculou em passageira de ônibus é solto pela Justiça

O juiz acredita que "não houve constrangimento tampouco violência" e que por isso ocorreu uma contravenção, e não um estupro.

Por Ligia Helena Atualizado em 17 jan 2020, 17h14 - Publicado em 30 ago 2017, 22h14

O homem que ejaculou em uma passageira de ônibus na última terça-feira (29)  ficou menos de 24 horas detido pela polícia. Na tarde desta quarta-feira (30) o agressor foi liberado pela Justiça após uma audiência de custódia.

Apesar do abusador ter cinco passagens pela polícia por suspeita de estupro – nenhuma julgada -, o juiz entendeu que ejacular na passageira não configura “constrangimento tampouco violência”, e por isso acredita que o crime “se amolda à contravenção e não estupro”.

O texto redigido pelo juiz diz: Entendo que não houve constrangimento tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado“. 

Foi vítima de abuso ou estupro? Saiba como agir

Apesar de nem sempre a mulher vítima de violência sexual encontrar apoio na justiça, é importante seguir alguns passos caso você seja vítima de um crime deste tipo. A COSMOPOLITAN Brasil consultou a advogada Marina Ruzzi, sócia do escritório Braga e Ruzzi, especializado em questões femininas, e membro da Rede Feminista de Juristas, para dar as primeiras orientações. Leia e saiba o que fazer se você for vítima de abuso sexual ou estupro.

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