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História de novela: o que fazer quando o filho adotado deseja conhecer os pais biológicos

É normal um filho adotado querer saber suas origens e você pode ajudá-lo nesse momento delicado.

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 15 jan 2020, 03h54 - Publicado em 24 jun 2014, 21h00

Na novela Em família, André quer conhecer seus pais biológicos e conta com a ajuda de Dulce para buscar pistas no orfanato em que viveu.
Foto: Divulgação / Rede Globo

André, personagem de Bruno Gissoni na novela Em Família, é filho adotivo de Dulce (Lica Oliveira). Ele tenta descobrir quem são seus pais biológicos e vive perturbado por saber pouco sobre sua origem. Essa procura está longe de ser “história de novela”. Ocorre com muitas crianças e jovens na vida real. “É uma busca natural pela própria história”, explica Anelise Coutinho Ribeiro Veiga, psicóloga e pesquisadora do tema adoção.

Ao longo da vida, muitas dúvidas podem mesmo surgir entre os filhos adotivos. A melhor maneira de lidar com elas é manter o diálogo aberto. Se você tem filhos adotados ou está pensando em adotar um, veja como essa relação de amor tem tudo para ser tranquila e enriquecedora.

5 angústias tradicionais e como lidar com elas

“Eu não nasci da sua barriga?” Ao descobrir que é adotado, seu filho pode passar por um período difícil. Procure ser compreensiva e amorosa.

“Mas quem são meus pais biológicos?” Essa pergunta surge por volta dos 8 anos. Conte o que você souber e fale com sinceridade.

“Quero conhecê-los!” O desejo de saber quem são os pais biológicos é natural. Seu filho continua amando você, ele só quer saber mais sobre a própria origem. 

“Por que meus pais me abandonaram?” Diante dessa questão delicada, diga a verdade: talvez eles não estivessem preparados para ter um filho e preferiram dar a ele a chance de ganhar uma família e muito amor.

“Por que justo eu tenho que passar por isso?” Essa situação surge na adolescência, fase difícil para qualquer um. O jovem sente necessidade de questionar tudo. Pode haver conflitos, como também acontece com os filhos biológicos.

Atenção

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Após os 18 anos,jovens adotados têm direito de acessar seu processo de adoção, que fica arquivado na coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de cada estado. Menores também podem fazer isso, desde que tenham o consentimento dos pais adotivos e apoio psicológico.

Quando é hora de procurar ajuda?

· Às vezes, a gente fica mesmo sem saber o que fazer diante de situações difíceis. Se isso ocorrer, procure grupos de apoio à adoção, que existem em muitas cidades. Sempre ajuda conversar com outras pessoas que vivem a mesma realidade que você. 

· Se a conversa com o seu filho sobre o fato de ele ser adotado sempre acabar em discussão, pode ser interessante procurar um terapeuta familiar. Esse profissional ajuda a lidar melhor com os sentimentos que aparecem diante de questões como essa. E nada de se culpar pelo fato de seu filho estar enfrentando alguma dificuldade. Nem tudo acontece como planejamos, mas, com amor, é possível superar os percalços.

Livros que falam sobre adoção

Para ler com seu marido

· Construindo vínculo entre pais e filhos adotivos, de Maria Salete Abrão (Primavera Editorial). A autora, psicóloga com experência na área, relata duas histórias do ponto de vista dos filhos adotivos e duas pelos olhos dos pais.

· Adote com Carinho, de Lídia Weber (Juruá Editora). De um jeito simples, fala de diversos pontos relacionados ao tema, desde a legislação até a convivência.

Para ler com as crianças

· O Livro da Família, de Todd Parr (Panda Books). Indicado para crianças menores de 7 anos, mostra que o que faz uma família existir é o afeto, não importa as diferenças que existam entre seus membros.

· O menino que não nasceu da barriga da mãe, de Carmen Lucia Eiterer (Mazza Edições). Conta a história de uma mãe que queria muito ter um filho, mas, como não podia, adotou uma criança.
 

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