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Fim da licença maternidade e amamentação: como ajustar sua rotina

Mães dividem suas experiências e contam como continuaram amamentando após voltarem ao trabalho

Por Maria Flor Calil - Atualizado em 22 out 2016, 14h20 - Publicado em 20 mar 2015, 00h02

Rafaela contou com o apoio do chefe

“Eu trabalhava em um banco privado e tive licença de seis meses. Durante todo esse tempo, amamentei. Quando retornei ao trabalho, fazia bate-volta na hora das mamadas. O gerente-geral da agência apoiava e me dava suporte.. Às vezes, meus pais levavam o Antonio até meu local de trabalho para que eu pudesse dar o peito. Um mês após retornar, consegui sair de férias. Depois desse período, continuei amamentandopela manhã e na hora do almoço. Quando chegava em casa, por volta das 17h, a amamentação era por livre demanda. Meu filho parou de mamar com 1 ano e 2 meses por vontade própria.”

Rafaela da Silva Viana Remundino, gerente, mãe de Antonio, 2 anos, de São José do Rio Preto (SP)

Daniela fez um estoque de leite

“Quando retornei ao serviço, minha filha estava com apenas 5 meses. Quinze dias antes de voltar, comecei a tirar leite com a bomba elétrica e armazenar no freezer. Também optei por colocar a Beatriz em um berçário ao lado do meu trabalho. Assim, no horário do almoço a amamentava e levava o leite para as outras mamadas. Ela ficou com leite materno exclusivo até os 6 meses e mamou no peito até 1 ano e 4 meses – foi quando descobri que estava grávida do meu segundo filho. Com ele, farei o mesmo esquema. Vale muito a pena, pois minha pequena, aos 2 anos, nunca ficou doente nem passou por um pronto-socorro.”

Daniela Bongiovani, publicitária, mãe de Beatriz, 2 anos e 1 mês, e Arthur, 2 meses, de São Paulo

Fernanda usou uma bomba elétrica

“Ao fim da licença, eu aluguei uma bombinha elétrica de tirar leite que possibilitava a ordenha das duas mamas, simultaneamente, em poucos minutos. Levava-a em uma mochila para o trabalho e ordenhava duas ou três vezes por dia para que não diminuísse a produção do leite. Eu ainda conseguia amamentar quando chegava em casa, à noite, de madrugada e ao amanhecer. Com o tempo, meu bebê foi se acostumando com a mamadeira e acabou deixando o peito. Confesso que sofri mais que ele, que aos 7 meses está super saudável.”

Fernanda Avelino, advogada, mãe de Tom, 7 meses, de São Paulo

Elisa negociou uma hora a mais de almoço

“Como eu tinha férias para tirar, consegui ficar 5 meses em casa com meu filho, Miguel. Depois, coloquei-o em uma creche. Ela ficava longe do meu trabalho, mas eu usava as horas extras que a lei dá de direito para ir amamentar. Também negociei com meu chefe uma hora a mais no almoço, que paguei quando ele fez 6 meses. Na parte da tarde, eu deixava leite para as auxiliares da creche darem, mas de colherzinha. Assim, ele não rejeitou o peito. Quando nos reencontrávamos, passava omaior tempo possível com ele no peito. Miguel mamou até 1 ano e 6 meses.”

Elisa Fleming, gerente de relacionamento, mãe de Miguel, 4 anos, de Volta Redonda (RJ)

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