Clique e assine Claudia a partir de R$ 8,90/mês

Talentos impecáveis: 10 diretoras que mereciam sua atenção

Drama, comédia, histórias inspiradoras e muito mais regado de talento e criatividade das mulheres

Por Colaborou: Esmeralda Santos - Atualizado em 9 fev 2020, 14h00 - Publicado em 9 fev 2020, 13h00

Hoje (9), conheceremos os vencedores do Oscar 2020. Foi mais um ano em que as mulheres tiveram pouco espaço nas indicações da premiação, mesmo que os filmes dirigidos por elas estejam entre as 100 maiores bilheterias do momento.

Doze dessas mulheres comandaram grandes filmes que eram dignos de Oscar, com histórias emocionantes que não poderiam ter passado despercebidas. Elas usaram de toda a sua criatividade para falar sobre relacionamentos, questões sociais, tradição e cultura, e de fato, foram obras que mereciam nossa atenção.

The Farewell

Dirigido pela cineasta Lulu Wang, o filme levou o prêmio no Festival de Sundance, e apesar de ser uma produção norte americana falada em inglês e mandarim, foi indicado ao Globo de Ouro e ao BAFTA na categoria de Filme Estrangeiro.

Na trama, Lulu conta como foi a reação de uma família chinesa que vive nos Estados Unidos que precisa lidar com uma doença terminal de um familiar querido.

O filme fala sobre o encontro e conflito de culturas, partidas, tradição de forma dramática mas cheia de diversão. Seu primeiro longa-metragem foi Posthumous, além de ter dirigido diversos outros documentários.

Queen & Slim

Em seu primeiro encontro o casal negro Queen e Slim, é detido pela polícia por uma infração de trânsito. A situação se agrava quando Slim toma uma atitude inesperada em legítima defesa, e leva a trama para uma trajetória trágica e dramática.

Essa é a história dirigida por Melina Matsoukas, que além de dirigir Queen & Slim, esteve em outras grandes produções como a série Insecure e o político clipe Formation, de Beyoncé. Melina tem forte presença nos vídeos clipes, e já dirigiu S&M de Rihanna, e Your Body, de Christina Aguilera.

Os primeiros minutos do trailer já deixa qualquer um impactado com os primeiros acontecimentos. O filme venceu o Emmy de melhor roteiro, que foi escrito por Lena Waithe. Quem dá a vida ao casal é nada mais nada menos que Daniel Kaluuya e Jodie Turner-Smith.

Atlantique

É um filme de estreia da diretora Mati Diop, e narra a história de Ada, uma jovem de 17 anos apaixonada por Suleimane, mas que está prometida a outro homem. Já Suleimane trabalha em uma construção de um edifício a beira mar no subúrbio de Dakar.

Os trabalhadores da construção não recebem seus salários há três meses, e partem de barco em busca de uma vida melhor na Espanha. A trama se desenvolve com uma sucessão de eventos sobrenaturais, sem perder o foco da realidade política e social que cercam Senegal.

O filme concorreu a Palma de Ouro e venceu o Grande Prêmio no Festival de Cannes.

System Crasher

Benni é uma criança de apenas 9 anos de idade, que enfrenta grandes problemas para ser adotada: ela assusta a todos os cuidadores com seus surtos de raiva e provocações.

Dirigido por Nora Fingscheidt, a trama se desenrola quando um instituto de proteção a crianças usa de outros métodos para conseguir integra-la em uma nova família, porém, ela não para até que esteja com sua mãe biológica, que a abandonou por sentir medo da filha.

O filme venceu o prêmio Alfred Bauer no Festival de Berlim e foi pré-indicado ao Oscar de melhor filme internacional.

Um Lindo Dia na Vizinhança

Fred Rogers foi o criador do programa  infantil Mister Rogers’ Neighborhood da década de 60. Então, em 1990 o jornalista Tom Junod aceita escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire.

E é entrevistando o apresentador que Tom muda totalmente a visão que tinha a seu respeito, além de transformar tudo o que pensava sobre o mundo, e inicia uma linda amizade com Rogers.

Dirigido por Marielle Heller, o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, já que Tom Hanks dá vida e graça ao personagem Fred Rogers. Além disso, foi indicado também ao Globo de Ouro Melhor Ator Coadjuvante em Cinema e no BAFTA, na mesma categoria que os anteriores.

Harriet

Dirigido por Kasi Lemmons, a trama é um filme biográfico da abolicionista americana Harriet Tubman, que nasceu escrava e conseguiu escapar da condição que estava.

Continua após a publicidade

Sua trajetória é marcada pelo heroísmo. Durante a Guerra Civil Americana, Tubman dedicou sua vida em missões para resgatar outras pessoas que estavam em condições de escravidão, amigos e também familiares.

Cynthia Erivo é a grande responsável por dar vida a Harriet, e o filme recebeu duas indicações ao Oscar: de Melhor Atriz e Melhor Canção Original, e também ao Globo de Ouro, nas mesmas categorias.

Fora de Série

Duas amigas de personalidades totalmente diferentes estão determinadas a ter a melhor e mais louca noite de suas vidas na última festa do Ensino Médio.

Prestes a entrar na faculdade, as jovens não tem as mesmas preocupações que outras pessoas da sua idade. Amy e Molly são as parceiras perfeitas.

Dirigido por Olivia Wilde, a trama fala sobre a força da amizade entre mulheres, e mostra toda a naturalidade de quem está prestes a entrar em uma nova realidade.

O filme é uma declaração de amor a juventude, e também sobre a lealdade que existe dentro de uma amizade. Ele foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor atriz em Comédia Musical pela atuação de Beane Feldstein.

Foi indicado também ao Critics Choice Awards de Melhor Comédia, Ao prêmio Independent Spirit de Melhor Primeiro Filme e ao BAFTA de Melhor Roteiro Original.

As Golpistas

Dirigido por Lorene Scafaria o filme é inspirado em uma história real de um grupo de strippers que se vingam de seus clientes ricos de Wall Street que se beneficiavam da crise que assombrava o país.

Tudo começa com os relatos de Destiny e a jornalista Elizabeth sobre o antes, durante e depois da crise de 2008. O grupo liderado por Ramona (nada mais nada menos que Jennifer Lopez), vai em busca dos engravatados a fim de estourar o limite de seus cartões, e acabam entrando em grandes confusões para realizar o plano.

A trama foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante pela atuação de Jennifer Lopez, e ao Critics Choice Awards na mesma categoria.

Honey Boy

O ator Shia LaBeouf se baseou em sua própria infância e seu relacionamento com o pai para escrever o roteiro de Honey Boy. Ele não só escreveu como também atuou no filme no papel de seu pai como James.

A trama conta através do drama a história de Otis, um menino de 12 anos que é uma estrela de TV.  Apesar da fama, sua vida gira em torno de seu pai James um ex-condenado e viciado que está em reabilitação.

A relação dos dois é conturbada e quando adulto, Otis decide se internar para tratar seu vício em álcool, e acaba relembrando todos os traumas vividos com seu pai.

Dirigido impecavelmente por Alma Har’el,  ela levou toda a sua criatividade para desenhar o rumo da história, misturando realidade e ficção já no inicio do filme.

O filme foi indicado ao Critics Choice Awards de Melhor Jovem Ator pelo trabalho de Noah Jupe interpretando Otis, e ao Independent Spirit em três categorias: Melhor Atriz Revelação, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Fotografia e claro, Melhor Diretor.

The Souvenir

Julie, uma jovem estudante de cinema tímida porém ambiciosa começa a se encontrar como artista, quanto vive um namoro conturbado e manipulador com Anthony.

Ela desafia seus familiares e amigos por causa dessa paixão, e não percebe que está se afundando em um relacionamento que pode roubar os seus sonhos.

Joanna Hogg não só dirigiu como também escreveu o roteiro do filme, baseando-se em uma experiência que ela viveu. Foi através de uma estética rebuscada que ela mostrou os dramas e mistérios que rondam os amores da fase juvenil de forma doce e emocionante.

As indicações e premiações da trama ficaram no prêmio Independent Spirit como Melhor Filme Estrangeiro e surpreendeu a todos no Festival Sundance, além de ter levado o Grande Prêmio do Júri.

Continua após a publicidade
Publicidade