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Filha inspira mãe a criar uma linha de roupas sem gênero

Por Marcela De Mingo (colaboradora) Atualizado em 31 out 2016, 11h31 - Publicado em 8 set 2015, 14h26

Michelle Yulo tinha um problema: sua filha, Gabriela, atualmente com 10 anos, queria usar um terno para o seu recital de violino. No entanto, ela percebeu que essa opção não existe para meninas com idades entre 5 e 12 anos, e teve que comprar um modelo para meninos para que a filha usasse.

Essa foi a motivação por trás de um dos projetos da marca de Michelle, a  Princess Free Zonechamado Suit Her, que tem como objetivo criar três modelos de ternos para garotas nesta faixa etária, um mais casual, um semi-formal e outro formal. A ideia é, justamente, criar oportunidades para meninas que não gostem de vestidos e brilhos, e buscam uma roupa diferente, sem ter que se acomodar com modelitos de ombros largos e calças folgadas usados pelos garotos.

Divulgação
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O Suit Her, que está arrecadando financiamento através da página Kickstarter, no entanto, é apenas parte da marca, fundada por Michelle em 2010, e que cria peças sem um gênero definido. O foco da label, por enquanto, são as camisetas e os modelos variados contam com temáticas diferentes – como dinossauros – voltadas para meninas. O que não significa que as peças não sejam para eles também, já que, mais recentemente, a PFZ lançou uma nova coleção de nome Show Your Cool para ser usada por todos, e reconhece sempre que um menino usa um de seus modelos.

Gabi, que segundo a mãe tem um gosto especial pelos ternos, começou a fazer as suas próprias escolhas de moda aos 3 anos, e percebeu que não gostava de rosa, muito menos de tons pastel ou de roupas brilhantes. Que dirá um tutu para meninas. Por isso, Michelle viu uma chance de oferecer no mercado algo que ainda é muito incomum: roupas infantis sem gênero. Ela, que ficou desempregada quando da crise de 2008, achou que seria o momento de apostar em uma linha de roupas e brinquedos que pudessem dar mais liberdade às meninas.

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As peças genderless tem feito sucesso no mercado adulto e lojas de renome, como a Selfridges, passaram a oferecer opções que não se limitam ao sexo masculino ou feminino. Além disso, no guarda-roupa das mulheres, usar peças que vêm do closet dos homens é comum, e até mesmo considerado estiloso.

Para crianças, no entanto, as opções ainda são extremamente limitadas ao gênero e, muitas vezes, meninas que usam roupas de menino e vice-versa são vítimas do bullying. A ideia de Michelle é quebrar esses padrões para que meninas não se sintam intimidadas ou mesmo forçadas a usar roupas e brinquedos com os quais elas não se identificam, criando assim uma sociedade mais igualitária. 

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