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Essa ilustradora plus-size quer publicar um livro para empoderar gerações

Marília de Almeida Gonçalves sabe que sua personagem, a Toni, tem o poder de inspirar as pessoas.

Por Giovana Feix - Atualizado em 21 jan 2020, 04h40 - Publicado em 23 set 2016, 09h20

Quando a paulistana Marília de Almeida Gonçalves se afastou um pouco da televisão e da internet, ela começou a se aventurar no desenho, principalmente a desenhar a si mesma de forma mais livre. Assim surgiu Toni, personagem tão gorda, espontânea e maravilhosa quanto sua criadora. Ela veio para quebrar padrões de peso e de beleza – mas, no meio do caminho, também aproveitou para questionar noções de feminilidade.

Marília de Almeida Gonçalves
Marília de Almeida Gonçalves

Marília está atualmente com uma campanha de financiamento coletivo no site Benfeitoria. Sua ideia é conseguir publicar um livro com as ilustrações de Toni, já super bem-sucedidas no Facebook e Instagram. “Muitas pessoas se identificaram com a personagem, e outras se sentiram inspiradas para realizarem mudanças em seus ideias e comportamentos”, conta a ilustradora. Sua campanha vai até 23:59 do dia 27/09, e arrecadou até agora 77% do valor estipulado – e o combinado é que, se não for possível atingir R$11.500,00 até o prazo, o dinheiro doado até então seja devolvido aos participantes.

Marília de Almeida Gonçalves
Marília de Almeida Gonçalves

“O objetivo é colocar a gorda como principal e mostrar que ela existe fora dos estereótipos, alguns muito degradantes, construídos para personagens gordos”, diz Marília. “Acredito que, ao mostrar uma mulher gorda com a complexidade de um ser humano – fazendo coisas que outros ‘não gordos’ fazem e sendo uma personagem principal -, tenho força para inspirar leitores e leitoras. Ao se sentirem representados por ela, eles podem se sentir personagens principais de suas próprias vidas e tomar o poder para si“.

Marília de Almeida Gonçalves
Marília de Almeida Gonçalves

Sobre a importância da existência de um livro impresso, Marília opina ser a “vida própria” a principal questão. “Ele pode ser lido por quem comprou e ficar muito tempo na prateleira – mas também vira presente, indicação, um achado no sebo, uma lembrança gostosa em uma estante”, ela sonha. “Eu tenho a visão romântica de que ele se eterniza – e a Toni só está começando o seu papel no mundo. Ainda tem muitas pessoas no futuro para empoderar“.

Marília de Almeida Gonçalves
Marília de Almeida Gonçalves

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