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Esqueci de responder um e-mail. É melhor responder com atraso ou fingir que nunca recebi?

Nossa colunista Cynthia de Almeida indica saídas para as esquecidas

Por Cynthia de Almeida Atualizado em 31 out 2016, 11h31 - Publicado em 15 set 2015, 10h22

Não respondi na hora o e-mail de um colega de trabalho e acabei esquecendo. O que é melhor: responder com atraso ou fingir que nunca recebi?

A opção de fingir que não recebeu é a pior. Como ninguém vai acreditar nisso, você estará apenas replicando a indelicadeza. A etiqueta do e-mail é elástica, mas implacável: o ideal é responder no mesmo dia, mas em 24 horas está tudo certo e há quem considere 72 horas politicamente aceitáveis. Não respondê-lo, porém, significa que você não liga a mínima para o remetente ou que é uma pessoa totalmente desorganizada. As duas interpretações podem ser constrangedoras. Se você recebeu um e-mail à noite, é perfeitamente normal respondê-lo na manhã seguinte. O mesmo vale para os fins de semana (que, aliás, deveriam ser gentilmente evitados pelos remetentes, salvo em caso de emergência). Se o seu caso venceu os três ou mais dias protocolares, você tem duas alternativas:

1) Um contato telefônico se desculpando pelo descuido (aqui até vale o truque de ter deletado por engano e tê-lo encontrado só agora na lixeira ou na sua caixa de spam, vai que cola…);

2) Um novo e-mail que comece com um breve “desculpe pela demora …” e siga meio na linha sonsa, como se nada tivesse acontecido. Nesse caso, a compensação deve vir na consistência da resposta, que pode redimi-la.

Importante 1: as duas hipóteses só serão possíveis se o assunto do remetente ainda não tiver caducado.

Importante 2: você não precisa ser escrava da sua comunicação eletrônica. Basta fazer um comunicado automático nesse sentido e as pessoas vão filtrar a relevância das mensagens ou tentar outro modo de contato (nesse caso cuide do seu celular, pode ser pior).

Importante 3: o fato de você ter esquecido de responder um e-mail não faz de você uma má pessoa. Fazer disso um hábito pode ser antipático.

Cynthia de Almeida é colunista de carreira e escreve em CLAUDIA todas as terças-feiras. Tem alguma dúvida? Escreva para ela! 

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