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Damares afirma que castração química não impedirá casos de estupro

"Nós temos crianças que estão sendo abusadas com garrafas no Brasil. A castração química não é solução", afirma a ministra.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 15 jan 2020, 18h10 - Publicado em 13 Maio 2019, 13h04

Na manhã desta segunda-feira (13), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participou do programa da jornalista Olga Bongiovanni, na Rede TV, e comentou sobre a castração química não ser a solução definitiva para os casos de estupro de crianças e adolescentes. 

A fala da ministra aconteceu logo após a apresentadora questioná-la sobre ser favorável ou não ao uso do procedimento químico nos casos de abuso sexual. “Temos algumas propostas no Senado e na Câmara caminhando, mas não resolve. Por quê? A pessoa que comete a violência contra a criança, a castração química vai tocar num único órgão, mas ele tem a mão, ele tem o pau, ele tem a madeira, ele tem a garrafa. Nós temos crianças que estão sendo abusadas com garrafas no Brasil. A castração química não é solução. É um caminho, mas não é a solução”, enfatiza Damares. 

Para a ministra, a verdadeira solução para que os casos de estupro diminuam é o estreitamento dos laços familiares e até mesmo uma manutenção do conceito de família. Inclusive, para isso, Damares afirmou que a criação do Ministério da Família é essencial.

No entanto, esse tipo de posicionamento, colocando a família como solução, é preocupante porque esquece os dados alarmantes sobre o abuso sexual que acontece predominantemente dentro de casa. Segundo o Boletim Epidemológico, feito pelo Ministério da Saúde e publicado em junho de 2018, a residência é o principal local em que violência sexual acontece tanto entre as crianças do sexo feminino (71,2%) como do masculino (63,4%).

 

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