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Conheça a plataforma virtual que visa ajudar LGBTs expulsos de casa

O Mona Migs serve como um canal de conexão entre LGBTs rejeitados por suas famílias e pessoas dispostas a acolhe-lhos.

Por Júlia Warken Atualizado em 21 jan 2020, 06h32 - Publicado em 10 ago 2016, 14h36

Um terço dos homossexuais no Brasil tem medo de se assumir por causa da rejeição. Esses são dados de uma pesquisa realizada pelo Ibope com 2.363 entrevistados. No dia a dia de quem vive essa realidade, rejeição é sinônimo de solidão, de menos oportunidades profissionais, de ofensas, de violência física e também de expulsão do círculo familiar. A LGBTfobia dentro de casa é um problema gigantesco no Brasil e, inclusive, foi pautada em uma recente campanha do Governo de Minas Gerais

O drama dos jovens expulsos de casa pelos próprios pais chamou a atenção de um grupo de estudantes pernambucanos e inspirou a criação do Mona Migs, uma plataforma solidária que visa ajudar essas pessoas. “A ideia da startup surgiu quando um conhecido passou pela situação que nós abordamos: foi expulso de casa por ser gay. Houve toda uma mobilização dos amigos para encontrar um lugar para ele, que felizmente conseguiu”, explica Wallace Soares, que é um dos desenvolvedores da plataforma. 

Teamjackson/Thinkstock/Getty Images
Teamjackson/Thinkstock/Getty Images

Por trás do projeto estão oito alunos da Universidade Federal de Pernambuco e a ideia nasceu na última edição do Startup Weekend, evento internacional que visa fomentar projetos ligados à tecnologia. A galera do Mona Migs tem entre 19 e 23 anos, e, mesmo com a pouca idade, eles já estão mostrando como faz para usar a tecnologia em prol de uma causa nobre. Esse é um projeto pioneiro que pode mudar a vida de muita gente!

E a premissa é muito simples: na plataforma há dois tipos de cadastro, um para LGBTs que precisam de ajuda e outro para pessoas dispostas a acolhe-los. Aí os cadastrados passam por uma triagem e a plataforma faz a ponte entre eles, com base na localidade dos envolvidos. “Iremos checar varias informações, como ficha criminal e RG, para ver se todas as pessoas são seguras para acolher, ou serem acolhidas”, frisa Wallace. 

Por enquanto o Mona Migs está funcionando em modo beta, mas a startup lançou uma campanha de financiamento coletivo para, de fato, colocar a plataforma no ar. Eles precisam de 20 mil reais para viabilizar o projeto e é possivel contribuir através desse LINK. Causa mais do que nobre!

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