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Como manter uma relação de confiança com a babá do filho

Estabelecer uma relação de confiança e autoridade com a pessoa que cuida do seu filho requer dedicação. Algumas estratégias podem ajudá-la nessa tarefa delicada

Por Redação M de Mulher 24 abr 2013, 22h00 • Atualizado em 27 out 2016, 23h45
Reportagem: Aline Angeli / Edição: MdeMulher
Reportagem: Aline Angeli / Edição: MdeMulher (/)
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    Geralmente subestimada pelos pais, a perda da babá querida é um dos acontecimentos de maior impacto emocional para a criança
    Foto: Getty Images

    Ela trabalha na sua casa, tem como responsabilidade nada menos do que cuidar do seu filho e está ali com a missão de colocar em prática – bem longe dos seus olhos – todas as recomendações que você acredita serem as melhores para ele.

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    Não é preciso ir muito além para entender por que a relação entre os pais e a babá é tão diferente de qualquer outra que envolva patrão e empregado. “Nela, o emocional e o profissional se misturam a todo momento”, afirma a psicanalista Claudia Rohenkhol, de São Paulo. “Embora fique tranquila quando encontra alguém em quem confia, dividir os cuidados e o afeto do bebê com uma estranha nem sempre é uma situação confortável para a mãe.” A babá, por sua vez, explica Claudia, também costuma esquentar o drama: como normalmente se afeiçoa à criança, tende a encarar a supervisão da chefe/mãe como desconfiança de seu amor pelo bebê – e não como uma questão de método de trabalho.

    Os pais decidem a rotina do filho

    “Por mais que goste da babá e passe muito tempo com ela, a criança não tende a confundi-la com a mãe”, afirma a psicóloga Ceres de Araújo, de São Paulo. “Embora seja esse um dos grandes receios dos pais, a existência de um vínculo com uma terceira pessoa não interfere na ligação afetiva do filho com eles.” A criança precisa perceber, no entanto, quem está no comando. Mesmo que a babá seja experiente, não deixe a cargo dela a definição da rotina do seu filho. O pequeno não dá muita bola quando você chega? Não se martirize. “Ele sabe o quanto os pais gostam de receber carinho e negá-lo, muitas vezes, é um recurso inconsciente para atraí-los”, explica Claudia Rohenkhol. Tenha apenas o cuidado de aproveitar bem os momentos em casa.

    Aprenda a ler as mensagens do bebê

    “A melhor câmera ainda é a própria criança”, afirma Claudia. Alterações bruscas no comportamento, no sono ou na alimentação podem indicar que algo vai mal na relação com a pessoa que fica com ela a maior parte do dia. “Um bom termômetro é o tempo que a babá leva para conquistá-la”, observa Tânia. “Se em cinco dias o bebê ainda a rejeita, sugiro que procure outra profissional. ”

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    Ela foi embora. E agora?

    Geralmente subestimada pelos pais, a perda da babá querida é um dos acontecimentos de maior impacto emocional para a criança, que a considera um membro da família e se sente culpada pelo abandono. “É essencial que se esclareça desde cedo que a babá está ali a serviço, que tem outra família e que, apesar de gostar muito dela, algum dia irá trabalhar em outro lugar”, orienta Claudia. Mesmo que seja um momento difícil para ambas, é importante também que a babá se despeça da criança

    Na hora da seleção

    Investir tempo na entrevista com as candidatas aumenta as chances de encontrar uma boa profissional

    · Faça perguntas que exijam uma resposta detalhada. Em vez de: “Você gosta de crianças?”, pergunte: “Por que escolheu trabalhar com crianças?”

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    · Cheque referências, mesmo que contrate por uma agência.

    · Informe-se sobre a formação e a experiência dela, mas o mais importante é observar se a babá demonstra afeto pela criança e sabe aceitar instruções.

    · A babá tem os mesmos direitos trabalhistas de uma empregada doméstica. Registrá-la é obrigatório e reforça a relação profissional.
     

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