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Como lidar com algumas atitudes chatinhas do bebê

Alguns comportamentos do seu filho podem ser bem chatinhos. Mas não é para irritá-la que ele derrama a comida ou atira longe um brinquedo. Veja o que fazer para acabar com isso

Por Redação M de Mulher 5 set 2012, 22h00 • Atualizado em 28 out 2016, 01h35
Reportagem: Daniela Venerando / Edição: MdeMulher
Reportagem: Daniela Venerando / Edição: MdeMulher (/)
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  • Entenda seu bebê e lide de modo equilibrado com a situação
    Foto: Getty Images

    Algumas atitudes chatinhas fazem parte do desenvolvimento natural da criança. Entendê-las ajuda a lidar de modo equilibrado com a situação, impondo limites na hora certa ou rindo quando só o bom humor resolver

    Jogar objetos para você pegar

    No cadeirão ou no berço, o bebê arremessa um brinquedo e olha com ar de expectativa para que você o devolva. Assim que tem o objeto de volta, joga-o para longe outra vez e assim sucessivamente. Por volta dos 8 meses, ele é capaz de se divertir por horas com essa brincadeira, mesmo que a mãe esteja exausta de tanto pega-devolve. Segundo a pediatra Ana Maria Escobar, seu filho não faz isso por birra, mas porque está descobrindo que toda ação tem uma reação. A saída é deixá-lo se divertir.

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    Cuspir e derramar comida

    Se por algum motivo o bebê precisa receber papinha ou suco antes dos 6 meses – quando tradicionalmente inicia-se o desmame -, é provável que, em vez de se deliciar com os novos sabores, ele cuspa para longe o alimento. A reação não indica que ele detestou a iguaria, mas que ainda não sabe engolir. Ao mamar no peito ou na mamadeira, a criança suga e faz um movimento com a língua de cima para baixo a fim de conduzir o leite. A deglutição de um alimento oferecido com colher, porém, obedece a outro mecanismo, bem mais complexo. “Até que ela treine essa musculatura e aprenda a comer, uma tática é introduzir a colher pelo canto da boca – assim, não haverá o reflexo de jogar tudo fora com a língua”, aconselha Ana Maria. Após os 6 meses, mesmo que a criança pareça não entender, comece a ensiná-la que é errado cuspir a comida ou jogá-la no chão.

    Bater na cabeça dos outros

    A cena se repete em casa, com os irmãos e pais, e também na escola e no parquinho, com outras crianças. Não fique constrangida nem imagine que seu filho seja agressivo ou brigão. Nessa fase, a intenção dele é brincar. “Ele não tem noção de que bater pode machucar ou desagradar alguém. Alguns até riem. No entanto, é preciso educar e ensinar que isso não é correto”, diz Lucília. Mas não tenha grandes esperanças: ele ainda irá repetir essas investidas por muito tempo e pode agir como se estivesse ignorando as suas censuras. O importante é jamais perder a paciência nem, em hipótese alguma, revidar com um tapa ou outra atitude agressiva.

    Repetir uma atividade várias vezes

    Certo dia a pediatra Ana Maria recebeu a ligação de uma mãe, aflita, perguntando se Branca de Neve viciava, pois o filho de 3 anos não parava de assistir ao filme. Não é fácil repetir mil vezes o mesmo enredo, mas não tem jeito. A repetição é um mecanismo de aprendizado e ajuda a criança a antecipar acontecimentos. Por volta de 1 ano, os bebês já gostam de repetir brincadeiras e histórias – quem nunca ouviu um “de novo” de uma criança? Isso não significa que, paralelamente, você não deva estimular novos interesses. Apenas respeite as repetições que seu filho solicitar sem cair na tentação de contar a história de maneira diferente.

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