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Com argumentos de que Dilma estaria ‘fora de si’, revista provoca debate sobre misoginia

Na matéria de capa da edição desta semana, a revista ISTOÉ diz que a presidente 'perdeu o equilíbrio e as condições emocionais de conduzir o país'. Na internet, internautas acusam a publicação de desrespeito e ódio às mulheres.

Por Luiza Monteiro Atualizado em 21 jan 2020, 12h10 - Publicado em 2 abr 2016, 15h18

Neste sábado (2), a revista ISTOÉ divulgou sua nova edição, que vai circular nas bancas de todo o país na próxima semana. A capa, como não poderia deixar de ser, fala sobre o atual momento da política brasileira. Mas o foco da reportagem está gerando polêmica nas redes sociais. Com o título “Uma presidente fora de si”, a publicação traz uma série de informações de bastidores de que a líder do governo brasileiro estaria “perdendo as condições emocionais” de conduzir a nação.

Segundo a reportagem, Dilma Rousseff teria prometido vingança contra “traidores”, ameaçado o juiz Sérgio Moro (que comanda as investigações da operação Lava Jato) e quebrado um móvel do seu gabinete ao saber de uma delação que estaria em negociação com empresários da Odebrecht. A matéria utiliza adjetivos como “irascível” e “agressiva”.

A repercussão tem gerado um debate nas redes sociais. No Twitter, usuários classificam a revista como “misógina” (que tem ódio das mulheres), machista e desrespeitosa.

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Resposta do Planalto

No Facebook, o Palácio do Planalto se pronunciou, dizendo que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai acionar o Ministério da Justiça para abrir um inquérito a fim de apurar se houve crime de ofensa contra a honra da presente na reportagem da ISTOÉ. “A AGU também invocará a Lei de Direito de Resposta para garantir, junto ao Poder Judiciário, o mesmo espaço destinado pela revista à difusão de informações inverídicas e acusações levianas”, escreveu o Planalto na rede social.

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