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Causa nobre: Giovanna Antonelli chama para a conscientização sobre anemia falciforme

A atriz é madrinha da causa nobre e na matéria abaixo explica como ajudar e também a importância de conhecer a respeito da doença.

Por Manuella Menezes (colaboradora) Atualizado em 21 jan 2020, 04h37 - Publicado em 24 set 2016, 07h00

Lua Vermelha (aluavermelha.org)

Quem: Giovanna Antonelli, madrinha.

A CAUSA: Chamar a atenção para a anemia falciforme, doença que atinge os glóbulos vermelhos.

Os primeiros diagnósticos de anemia falciforme foram feitos em países africanos e, por essa razão, por algum tempo acreditou-se
que a doença atingia somente a população negra, já que a origem da doença é hereditária. Com o passar dos anos, porém, outros casos foram sendo identificados em lugares diversos de todo o mundo – só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 60 mil pessoas convivam com a doença.

É um número razoável, mas o conhecimento sobre o que é a disfunção ainda não é amplo. Para reverter esse quadro, Marimilia Pitta, médica hematologista-pediátrica do Hospital Samaritano de São Paulo e fundadora do Comitê de Pediatria da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), criou em 2012 a ONG Lua Vermelha, focada em ações de conscientização sobre o problema.

Entre elas, está a campanha informativa Viva a Vida, que tem como madrinha a atriz Giovanna Antonelli. “Como a grande maioria dos brasileiros, meu conhecimento sobre a doença era muito limitado. Levar esclarecimento a respeito dela é ajudar o paciente a viver com mais qualidade”, afirma Giovanna.

Por que informar é importante:

Nas pessoas que sofrem desse mal, as hemácias, ou glóbulos vermelhos do sangue, têm seu formato modificado – em vez da forma arredondada, ganham um contorno mais alongado, parecido com o de uma foice, e isso dificulta a chegada do oxigênio aos tecidos do corpo. A gravidade dos casos varia e suas complicações podem atingir diferentes órgãos e sistemas, chegando até a incapacitar o doente para o trabalho e a reduzir sua expectativa de vida. Os principais sintomas são dores crônicas, infecções e icterícia, em alguns casos percebidos logo após o nascimento.

Como ela se envolveu:

“Escolhemos Giovanna como madrinha do projeto para mostrar que é uma causa de todos nós, independentemente de raça e cor”, explica Marimilia. A atriz não hesitou sobre o convite. “Acho importante emprestar minha visibilidade como artista a questões importantes ”, diz.

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O que você pode fazer:

Ajudar a divulgar a campanha e a ONG. “Esse problema precisa ser visto como uma questão de saúde pública. Queremos que a Viva a Vida se transforme em um movimento orgânico e ultrapasse fronteiras. Temos também o apoio de associações e hospitais para isso”, relata a médica. —MANUELLA MENEZES     

 

Em números:

– Apenas 20% dos bebês diagnosticados chegam aos 5 anos de idade se não houver tratamento.

– 1.149 novos casos foram detectados em 2015 no Brasil.

– 60 mil pessoas no Brasil vivem com a anemia falciforme.

– 1 em 500 recém-nascidos na Bahia tem a doença. No Rio de Janeiro, 1 em 1,2mil.

Como ajudar: acesse aluavermelha.org e conheça melhor a campanha e a ONG.

Giovanna durante sessão de fotos para a campanha Viva a Vida.         

AgNews/Divulgação
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