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Aprenda a desvendar seus sonhos

Decifre seus sonhos para se conhecer melhor e ganhar mais equilíbrio

Por Redação M de Mulher Atualizado em 16 jan 2020, 13h24 - Publicado em 27 Maio 2012, 21h00
Aprenda a desvendar seus sonhos

Todas as histórias criadas pelo inconsciente mostram um lado seu inexplorado
Foto: Getty Images

Voar, dominar o mundo, fugir de um incêndio… Todas essas histórias criadas pelo inconsciente mostram um lado seu inexplorado. A maioria dos sonhos é assim, parece uma história maluca, sem sentido. Mas, na verdade, os sonhos revelam muito sobre nós.

As circunstâncias, as pessoas, os objetos e as emoções envolvidos são símbolos usados pelo inconsciente – parte do cérebro que não acessamos por vontade própria – para nos alertar sobre alguma situação ou resolver um problema emocional. “Essas mensagens podem auxiliá-la a identificar e resolver conflitos internos, a evitar frustrações e a ser mais flexível”, destaca o psicólogo João Oliveira, do Instituto de Psicologia Ser e Crescer (RJ).

Tudo isso ocorre se você aprende a interpretar os sonhos. O processo leva ao autoconhecimento, o que traz bem-estar mental e físico, pois alivia traumas inconscientes e diminui o stress. “Os sonhos têm a função de dar novos significados às emoções. Eles ajudam a reordenar sentimentos ruins”, diz Oliveira.

São dois os tipos de sonhos: de compensação e de prospecção. O primeiro tem ligação com o passado – compensa falhas que ocorreram durante o dia. Por exemplo, se você brigou com alguém, a historinha vai buscar resolver o impasse. Já o segundo faz um esboço de uma realização futura, como sonhar que se saiu bem numa entrevista de trabalho que vai acontecer. De acordo com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, um dos primeiros pesquisadores do tema, os sonhos são entidades misteriosas como mensagens de um amigo desconhecido. Sua linguagem, às vezes, é obscura, mas não há dúvida quanto a sua função de promover o nosso bem-estar.

Como decifrar

Crie um diário para observar a repetição dos símbolos e analisar os significados. “Ao descobrir os benefícios do sonho, você começa a sonhar mais e mais”, diz o psicoterapeuta Ascânio Jatobá, coordenador do Grupo de Estudos do Sonho (SP). Logo ao acordar, escreva o que viu, sentiu, ouviu… Em seguida, examine três aspectos: início (cenário do sonho e colocação do problema), meio (o desenrolar) e fim (solução). “O sonho nunca diz o que você já sabe, ele indica um ponto cego”, lembra a psicóloga suíça Marie-Louise von Franz no livro O Caminho dos Sonhos (Ed. Cultrix). Veja o exemplo ao lado…

1. Início

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“Estou na casa da minha infância com uma amiga, a Ana.” Pergunte-se: Como é essa Ana? O que faziam juntas? Você responde: “Ela era chata, mas brincávamos muito”. Análise: psicologicamente você está em uma situação infantil e com uma parte sua que é chata, no entanto também é travessa.

2. Meio

“De repente, aparece um carro, e dele saem dois ladrões.” Significado: invasão – você tem alguma ansiedade ligada ao inconsciente coletivo (comum ao ser humano) entrando no consciente.

3. Fim

É a conclusão, até com consequências reais. Se você acorda gritando, por exemplo, essa ação culmina em descarga de energia com o objetivo de desestressá-la, trazendo bem-estar físico.

Mente em branco

Se você não se recorda dos sonhos, provavelmente está direcionando toda a sua energia para os problemas do dia a dia. Ao focar no lado consciente, você bloqueia a capacidade de se lembrar deles. “Fuja para um lugar como praia ou campo para reverter esse quadro”, sugere Ascânio Jatobá. O psicólogo João Oliveira ressalta que o esquecimento pode se dar porque algum problema atual está aparecendo no sonho e, por ser traumático, a mente o apaga para poupá-la do stress. Álcool em excesso, remédios e sobrepeso também interferem na qualidade do sono, fazendo com que você não se lembre.

X da questão

É importante interpretar os sonhos, pois eles podem mostrar em que aspecto estamos enganadas, alertar sobre perigos e ajudar a aliviar a nossa ansiedade em relação a compromissos do dia a dia
 

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