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Aleitamento materno previne a obesidade infantil

O leite materno traz inúmeros benefícios para o bebê. Entre eles, evita a obesidade infantil

Por Aline Gomiero Atualizado em 22 out 2016, 19h56 - Publicado em 31 jul 2011, 22h00

O leite materno sozinho é suficiente para suprir todas as necessidades do seu bebê
Foto: Getty Images

Segundo dados de 2008/09 do IBGE, uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso. Este número é considerado tão alto, que a obesidade infantil já se tornou uma questão de saúde pública. O que muitas mães não sabem, é que é possível evitar que as crianças sofram com isto. E não é preciso fazer muito: basta alimentar o seu bebê exclusivamente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida e ter os cuidados necessários com as primeiras refeições.

De acordo com a pediatra Fabíola Suano de Souza, em palestra organizada pela Nestlé, o aleitamento materno reduz de 20 a 30% a chance de a criança ter excesso de peso no futuro, pois contém a medida exata de todos os nutrientes essenciais para o bebê e as proteínas para as quais o organismo do pequeno já está adaptado. Até seu tipo de gordura é específico para favorecer o desenvolvimento neurológico do recém-nascido.

Uma neura comum entre as mães é a incerteza de que seu leite seja suficiente para sustentar o bebê. E, quando surge a dúvida, muitas acabam usando alimentos complementares antes do sexto mês. “Isto é desnecessário”, explica a pediatra. “O bebê deve mamar em média 12 vezes ao dia, mesmo em poucas quantidades e isso não significa que o leite da mãe seja insuficiente ou fraco, pois a criança só larga o peito quando está satisfeita”. Quando a criança é amamentada, ela recebe a quantidade de calorias que o organismo dela precisa – não a que a mãe acha que ela precisa. Se a mãe optar por dar o leite industrializado na mamadeira, por exemplo, ela – sem intenção – forçará o bebê a consumir uma quantidade superior sua à fome. Fazendo, assim, com que o bebê já crie o hábito de se alimentar “com exagero”.

O ganho de peso “controlado” do bebê é o primeiro indício de que o leite é suficiente. Ao longo do primeiro ano, a criança deve ganhar de 18 a 30 gramas por dia, triplicando o peso que tinha ao nascer. Quanto ao crescimento, a variação média é de 1 a 2 centímetros por mês.

Outro benefício do aleitamento materno, é que ao contrário do leite industrializado, que tem sempre o mesmo gosto, o líquido sofre alterações de sabor e consistência de acordo com a alimentação da mãe. Essas variações ajudam os pequenos a não ficarem “viciados” a um só sabor. “Crianças que foram amamentadas têm mais disposição para provar alimentos desconhecidos do que as que tomaram mamadeira”, explica a pediatra.

Por que introduzir novos alimentos a partir do sexto mês?

A partir dessa idade, o leite materno sozinho é insuficiente para suprir todas as necessidades da criança. Mas ele continua sendo importante como fonte láctea e ainda traz benefícios nutricionais e imunológicos específicos para essa fase. E neste momento que mãe não pode se descuidar. Fazer a criança apreciar novos sabores é um exercício de muita paciência. Nem pense em desistir diante da primeira recusa, os bebês precisam de tempo para suas experimentações. O momento da refeição precisa ser calmo, prazeroso, pois é a ansiedade que faz com que a criança comece a se relacionar de maneira tensa com a comida. Está com dúvidas em relação ao cardápio? Converse com a pediatra do bebê, veja com ela quais nutrientes ele realmente precisa. E lembre-se: fique sempre de olho na balança.
 

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