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A polêmica de Semenya, obrigada a se medicar para competir com mulheres

Uma decisão oficial polêmica tira a atleta das próximas competições, a não ser que ela tome remédios que reduzam seus níveis hormonais.

Por Daniella Grinbergas - Atualizado em 15 jan 2020, 18h53 - Publicado em 4 Maio 2019, 12h22

A atleta bicampeã olímpica Caster Semenya venceu ontem com recorde mais uma prova dos 800 metros, que pode ser sua última, e reacendeu a polêmica sobre mulheres com desenvolvimento sexual diferente no esporte. Isso porque, ela tem uma alteração endócrina natural que faz com que o corpo produza testosterona em excesso. O problema é que e a Corte Arbitral dos Esportes decidiu que mulheres com níveis elevados desse hormônio não podem mais competir com outras em algumas modalidades.

A regra entra em vigo no próximo dia 8 e, se Semenya quiser competir em provas de 400 a 1500 metros, deverá tomar medicamentos que reduzam a testosterona de seu corpo.

Porém, a atleta já afirmou que não usará nenhum medicamento e também não deixará o atletismo. “É mais do que um esporte, é sobre a dignidade humana, orgulho humano”, disse.

A polêmica começou em 2009, quando, ao conquistar resultados incríveis, ela foi obrigada a fazer testes que comprovassem que é mulher. A partir daí, Semenya travou uma disputa judicial e ética com a federação de atletismo.

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