6 coisas você precisa saber sobre o financiamento de imóvel

Avaliar a concorrência e o valor das prestações são alguns conselhos para quem pretende assumir um financiamento

O cenário não é dos melhores para quem pretende financiar um imóvel, mas nunca se sabe quando surgirá a possibilidade de comprar a casa dos sonhos. Para assumir um financiamento em um momento como o atual, é preciso ter segurança de que não haverá desemprego para não comprometer a capacidade de pagamento futuro.

Especialistas dizem que é um bom momento para comprar um imóvel, mas apenas para quem já tem o dinheiro em mãos. Uma pesquisa divulgada no início de janeiro mostrou que o preço dos imóveis subiu menos do que a inflação em 20 cidades brasileiras. Com a economia encolhida e a inflação em alta, tem menos crédito a disposição para quem quer financiar um imóvel. O ano de 2015 fechou com o valor da casa própria praticamente congelado, subindo menos do que a inflação. O preço subiu 1,32% no ano passado contra uma inflação de 10,72%. O preço dos imóveis caiu 8,48%. A queda nas vendas acaba puxando também o valor do aluguel para baixo. Isto significa que o aluguel pode ser uma boa opção agora para quem sabe poupar. Assim, quando decidir comprar, o valor do aporte inicial será maior, reduzindo o total financiado.

Para quem possui relativa estabilidade profissional e pretende investir em um imóvel nos próximos meses, eis o que avaliar antes de assinar a papelada do financiamento:

1. Os bancos que têm parceria com imobiliárias nem sempre oferecem os melhores negócios

Por comodidade, muitos compradores preferem fazer o financiamento no banco que tem convênio com a imobiliária que intermedeia a transação. Esse processo pode facilitar – e muito – a aprovação do crédito, mas é preciso analisar com calma a proposta do banco. Não ceda à primeira oferta tentadora antes de consultar as taxas da concorrência.

2. Alguns bancos usam artifícios para confundir o cliente

Primeiro dado informado pelos bancos ao comprador, a taxa nominal de juro é apenas uma referência e não deve ser comparada com a taxa de juro efetiva, mais realista. Mesmo ela não inclui os seguros habitacionais, que fazem diferença no valor final do crédito. O custo efetivo total (CET), cuja divulgação é obrigatória, permite uma comparação mais precisa entre as propostas. Diante dos muitos artifícios usados pelos bancos para confundir o comprador, a melhor alternativa é comparar a soma das prestações mensais de todo o financiamento com a simulação das parcelas.

3. A idade do mutuário interfere no valor das prestações

Segundo a legislação em vigor, a idade limite para pagamento da última parcela do financiamento imobiliário é de 80 anos e seis meses. Sendo assim, o prazo encurta progressivamente para candidatos com mais de 45 anos e seis meses. As taxas se seguro contra morte e invalidez também aumentam de acordo com a idade. Tudo isso interfere diretamente no valor final das prestações.

4. O valor da primeira prestação pode enganar

Ao comparar as simulações feitas pelos bancos com o valor exato de cada prestação do contrato, muitos avaliam apenas os valores da primeira e da última parcela. Para não gerar arrependimentos futuros, é importante que o valor da primeira prestação tenha o menor impacto possível no orçamento da família. Mesmo em um sistema de prestações decrescentes, é importante ponderar também se o valor da última parcela não será caro demais para o mutuário, especialmente em casos de aposentadoria.

5. Não se esqueça dos impostos e taxas

Além do pagamento da entrada, você ainda terá de pagar cerca de 3% do valor do imóvel em impostos, taxas e despesas contratuais, além da taxa de vistoria e custos contratuais do banco. É fundamental prever esses gastos, para não ser surpreendido depois.

6. Estender o prazo do financiamento pode ser uma boa saída

A maioria dos bancos trabalha com limite máximo de 30 anos para os financiamentos. Alguns já estenderam este prazo para 35 anos. Um financiamento mais longo é vantajoso por reduzir o valor das prestações e facilitar o enquadramento nas exigências de comprometimento de renda. Claro que isso aumentará o valor total a pagar ao banco, mas é uma alternativa válida para quem não tem renda suficiente para fazer um financiamento por prazos mais curtos.