25 ideias infalíveis para distrair seu filho

Em uma viagem ou em restaurantes, brincadeiras garantem a diversão e evitam que as crianças fiquem entediadas

Não dá para esperar que o filhote espontaneamente se distraia com a paisagem em uma viagem de carro ou em aviões e restaurantes. Assim que o tédio bate… Toda mãe sabe o tamanho da encrenca. O segredo é sair de casa preparada. Veja as sugestões de duas especialistas em estimulação infantil e brincadeiras e garanta a diversão de toda a família

1. No restaurante, faça um tour de reconhecimento com seu filho no colo. Enquanto o prato não chega, mostre a ele os vários ambientes, a atividade dos garçons e, se possível, o preparo dos alimentos. A criança vai adorar e certamente ficará mais calma e entretida com os próprios brinquedos, no cadeirão, quando a refeição for servida.

2. Aposte em brincadeiras que permitam ao bebê variar a posição e mexer pernas e braços, mesmo sentado. Uma ideia é colocá-lo no colo e brincar de cavalinho ou fazê-lo escorregar pelas suas pernas até tocar o chão. É um passatempo simples, mas as crianças adoram e pedem bis.

3. Finja que seus dedos são as pernas de um bichinho – uma formiga, por exemplo –, que percorre o corpo do pequeno. Ao mesmo tempo, vá nomeando as partes que toca.

4. Que tal brincar com os dedinhos do pequeno chamando-os pelos apelidos (mindinho, seu vizinho…)? Outra opção é cantar parlendas acompanhadas de gestos, como: “Dois dedinhos, dois dedinhos, onde estão? Aqui estão…” Mais uma graça do gênero é aquela brincadeira antiga em que você toca, sucessivamente, cada um dos olhos, a boca e o nariz do bebê, enquanto recita: “Janela, janelinha, porta, campainha… Din-dóm!”

5. Antes de sair, faça uma seleção pequena dos brinquedos favoritos do seu filho e leve-os. Assim, você tem com o que distraí-lo antes que ele se aposse de saleiro e porta-guardanapo – o que sempre acaba mal.

6. É infalível: deixar para apresentar um brinquedo novo no restaurante ou durante um voo garante bons minutos de tranquilidade. No carro, porém, é preciso cautela com o que oferecer, pois mesmo objetos pequenos podem causar danos se houver uma colisão. É melhor restringir a livros e brinquedos de tecido.

7. Se o bebê tem mais de 18 meses, vai curtir o desafio de colocar bolinhas de papel dentro de um pote de iogurte, que você pode levar já lavado de casa. Encaixar canudinhos em uma garrafa de água vazia também será divertido para ele e ainda ajuda a treinar a coordenação motora. Só fique de olho para que não leve nada disso à boca.

8. Bolinhas de sabão são sempre irresistíveis, e mesmo os pequenos conseguem segui-las com o olhar. Para melhorar, as máquinas de fazer bolhas são fáceis de carregar. Recorra a uma em momentos de grande agitação, desde que o restaurante tenha uma área externa.

9. Invista na variedade. Seu filho se mantém concentrado por mais tempo quando você oferece uma atração de cada vez – tente primeiro um livro, depois dê um boneco e, em seguida, duas argolas para serem encaixadas uma na outra.

10. Faça a brincadeira render ajudando a criança a descobrir todas as possibilidades de um brinquedo antes de oferecer outro. Se ela está com um boneco, comece incentivando-a a explorar as texturas, depois ensine-a a tirar e pôr a roupa, mostre como ninar etc.

11. Um aparelho de DVD portátil ou um tablet podem ser facilmente usados em um restaurante. Fones de ouvido grandes, daqueles que se encaixam na cabeça, são os melhores para impedir que o barulho atrapalhe os outros fequentadores e ainda têm a vantagem de também ser um item divertido para o seu filho explorar.

12. Como a maioria dos estabelecimentos já tem internet sem fio, use o notebook ou tablet para acessar sites infantis. 

13. Baixe aplicativos para celular e tablets, que poderão ser vistos pelas crianças inclusive no avião. Sucesso garantido, os clipes da turma da Galinha Pintadinha são um dos mais procurados no iTunes. Outras boas escolhas para essa galerinha são o Minha Fazenda e o My First Taps, que tem versão em português.

14. Telefones de brinquedo ou mesmo seu celular rendem um bocado de distração. Finja que conversa com pessoas conhecidas, nomeando-as uma a uma, ou deixe a criança fazer isso. Os bebês adoram esse tipo de brincadeira repetitiva. Para ficar melhor, misture os nomes dos personagens favoritos aos de familiares e amigos.

15. Massinhas de modelar distraem, mas exigem supervisão. Prefira as que vêm em forma de bastão, que são mais firmes e não esfarelam. Vale pedir um pedaço de massa crua na pizzaria.

16. Muitos estabelecimentos oferecem lápis e papel para os maiorzinhos desenharem. Se o seu bebê ainda não consegue manusear o lápis ou o giz de cera, aceite apenas o papel. Seu filho vai se deliciar amassando e rasgando as folhas – o que, aliás, é ótimo para desenvolver o tato e as habilidades manuais. Brinque junto cortando com as mãos formas conhecidas que ele possa relacionar com algum brinquedo – um círculo, por exemplo, pode virar uma bola que você finge estar pulando sobre a mesa.

17. Brinque de esconde-esconde com os objetos que tiver à mão. Folhetos de papel (no caso do avião) ou guardanapos de pano servem para o passatempo. Basta deixá-los atrás do corpo por uns instantes para depois reaparecer com eles, dizendo: “Achou!” Com os maiores, a partir de 1 ano e meio, pode sofisticar. Esconda as peças debaixo da toalha do restaurante, nos bolsões do banco do avião ou sob a poltrona, promovendo uma caça ao tesouro sem sair do lugar.

18. Se houver um playground com crianças mais velhas, leve o bebê até lá. Mesmo sem entrar na farra, ele vai se distrair prestando atenção nos jogos dos maiores

19. Contar histórias é sempre um sucesso. Para não errar, escolha livros que possam ser manuseados e levados à boca sem riscos. Os mais indicados são os que têm poucas cenas em cada página, desenhos grandes e cores chamativas. Animais e bebês como personagens principais também agradam.

20. Tenha na bolsa alguns gadgets baratinhos, com vários botões, luzes ou sons, que o pequeno possa manipular, como uma calculadora usada. Só é preciso certificar-se de que eles não ofereçam riscos, como peças fáceis de soltar. E fique alerta durante a brincadeira: a maioria desses objetos não pode ser levada à boca, pois não foi desenvolvida com material atóxico.

21. Acredite: um simples espelho de bolsa é uma maravilha para distrair bebês com menos de 1 ano, que adoram ver a própria imagem refletida. Para os maiores, a pedida é fazer careta e ver como fica no espelho.

22. Usar os brinquedos ou fantoches para conversar é uma boa maneira de acalmar seu filho com a mudança na rotina. Pegue uma boneca, um carrinho ou um cubo e, com voz em falsete, diga coisas como: “Então, você está viajando com os seus pais? Que gostoso! Vocês vão brincar bastante. Hoje de manhã nós fomos à praia e amanhã vamos de novo”. Desse modo, você explica o que está acontecendo naquele momento e tranquiliza o pequeno anunciando o que vem pela frente.

23. Coloque objetos de diferentes cores, tamanhos e texturas em uma sacola de pano e deixe seu filho esvaziá-la. Depois, incentive-o a colocar tudo de volta. É um passatempo simples, mas os bebês adoram!

24. Embrulhe alguns brinquedos antes de sair de casa (não precisam ser novos) usando várias folhas de papel de cores diferentes. Seu filho vai se divertir tentando descobrir qual é a surpresa de cada embrulho.

25. Se o programa é comer fora, procure coordenar os horários das saídas com os períodos em que o bebê costuma se alimentar. Assim, ele também estará com fome e ficará distraído enquanto come. Levar um jogo de pratos, talheres e copinho de casa é uma boa medida, pois nem todos os restaurantes contam com acessórios infantis, e o cuidado ajuda a prevenir acidentes. Caso faça questão de alimentá-lo antes de sair de casa, chegando lá deixe-o se divertir com pedacinhos de pão ou de legumes. A descoberta de no vos sabores também desperta o interesse dos pequenos. Claro: isso vale para os bebês maiores de 6 meses, que já não mamam exclusivamente no peito.

Consultoras Julia Manglano, diretora do curso AeD de estimulação infantil, em São Paulo, e Tânia Ramos Fortuna, coordenadora do programa Quem quer brincar?, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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