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10 mulheres que mudaram a vida de outras mulheres no Brasil

Elas são responsáveis por ações que melhoram a vida de muita gente, especificamente de outras mulheres. Conheça 10 iniciativas que ganharam destaque ao longo dos 21 anos de Prêmio CLAUDIA

Por Redação CLAUDIA Atualizado em 26 out 2016, 15h55 - Publicado em 29 ago 2016, 11h56

Através de alianças e apoio mútuo, essas mulheres desenvolveram iniciativas para fortalecer outras mulheres. Elas perceberam que são mais fortes quando se unem. São exemplos de solidariedade, empatia e companheirismo. E o Prêmio CLAUDIA reconhece essas personalidades que, com o seu trabalho, melhoram a vida das brasileiras em todas as regiões do país. 

Nestes últimos 21 anos, a maior premiação da América Latina destaca os projetos de mulheres dinâmicas, inteligentes e fortes. Neste ano, as personalidades estão divididas nas seguintes categorias: Ciências, Cultura, Negócios, Políticas Públicas, Revelação, Trabalho Social e Consultora Natura Inspiradora, que destaca o trabalho social de três consultoras da marca patrocinadora. 

Já é possível votar no Prêmio Claudia. Conheça as finalistas! 

Por ordem cronológica, conheça os projetos e as histórias de candidatas que mudaram a vida de outras mulheres:

Elas criaram o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), primeira organização da América Latina que pressiona deputados e senadores a aprovar projetos feministas  

Wilson Pedrosa
Wilson Pedrosa

Vencedoras do Prêmio CLAUDIA 1997: Iáris Cortês, Gilda Cabral, Guacira de Oliveira, Malô Ligocki, Marlene Libardoni

Um grupo de cinco mulheres criou a primeira organização feminina da América Latina que esclarece e pressiona deputados e senadores brasileiros a aprovar projetos que ajudam a conquistar a igualdade de direitos de homens e mulheres. Elas influenciaram a aprovação da lei que estabelece o salário-maternidade e da lei que inclui o estupro entre os crimes hediondos.

O Cfemea atua nas seguintes frentes: orçamento da mulher, poder e política, enfrentamento à violência contra as mulheres, direitos sexuais e reprodutivos e proteção social. 

Maria Niziana Casteliano, criou e presidiu a Associação Sergipana de Prostitutas (Asp)

Egberto Nogueira
Egberto Nogueira

Candelária não sabe ler nem escrever, mas aprendeu cedo a lutar por seus direitos. Aos 7 anos, depois de tomar uma surra da mãe adotiva, fugiu de casa e foi morar na rua. Viveu assim até ser descoberta por uma cafetina, que lhe deu o apelido de Candelária, como é conhecida desde então. “Ela dizia que eu era tão imponente como a igreja da Candelária, no Rio de Janeiro”, lembra.

Com 16 anos, 1,71 metro, corpo esguio e olhos verdes, tornou-se a prostituta mais bela e requisitada de Aracaju. Foi amante de poderosos, casou-se com um empresário de transportes de carga e deixou a prostituição aos 22 anos. Não esqueceu, no entanto, as mulheres da noite. Em 1991, denunciou a violência e o abuso da polícia contra elas e fundou a Associação Sergipana de Prostitutas (ASP). Com apoio do Ministério da Saúde, a organização presta atendimento a profissionais do sexo na região, oferecendo palestras sobre prevenção de Aids e DSTs, noções de cidadania e autoestima e distribuindo preservativos para as prostitutas de baixa renda. Maria Niziana também montou o serviço Posto de Saúde Dona Jovem, que atende gratuitamente vítimas de doenças sexualmente transmissíveis. Para mulheres que desejam mudar de atividade, sugere cursos profissionalizantes.

Após vencer o Prêmio CLAUDIA 2000, Candelária expandiu o trabalho da organização por meio de cursos profissionalização também para jovens de rua. 

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Wania Alecrim, fundou o Amor Peixe (Associação de Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe)

Marta Santos
Marta Santos

Mulher de pescador, a pantaneira Wania Alecrim casou jovem e abandonou a escola para cuidar da casa. Em 2002, já com quatro filhos, participou de um curso de curtição de pele de peixe oferecido pelo governo de seu estado, Mato Grosso do Sul, para membros de famílias como a dela, que tiram o sustento do rio. “Vi ali uma oportunidade de crescer, de mudar de vida. A pele, que antes ia para o lixo, podia virar artesanato e gerar renda para nós.” Assim, incentivou algumas colegas a se juntar a ela na confecção de bolsas, roupas e carteiras e outras peças de pele de peixes regionais.

“Percebi também que, sem educação, ninguém vence e fui fazer supletivo.” Em seguida, entrou na faculdade de zootecnia. Graças à visibilidade conquistada por meio do Prêmio CLAUDIA, em 2006, a finalista recebeu convites para atuar na área de assistência social. Em 2007, deixou o projeto Amor Peixe e viajou até Argentina e Bolívia para ensinar sua técnica de artesanato. Também atuou no Projeto Acaia Pantanal, oferecendo educação aos povos ribeirinhos. 

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Ana Paula Portella, criou o Observatório de Violência contra a Mulher

Leo Caldas
Leo Caldas

A psicóloga criou em 2005 o Observatório de Violência contra a Mulher, projeto inédito de combate aos assassinatos contra mulheres em um dos estados mais violentos do Brasil, Pernambuco. Montou um banco de dados com notícias diárias sobre assassinatos e divulga informações sobre criminosos que continuam impunes. Distribui gratuitamente para a população um boletim com dados e análises sobre os crimes.

Além disso, a Organização realiza vigílias no centro antigo de Recife, faz palestras, oferece trabalhos educativos e promove oficinas com lideranças de movimentos sociais. Autora de pesquisas e publicações sobre a condição de mulher no campo, nos sindicatos e nas regiões urbanas, a finalista do Prêmio CLAUDIA 2007, defende o conhecimento científico como instrumento contra as injustiças sociais. 

Nilcéa Freire, elaborou políticas públicas exclusivamente para as mulheres

Marcelo Correa
Marcelo Correa

No comando da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), em que permaneceu do início de 2004 até o final de 2010, ela e sua equipe construíram algo até então inédito no país: políticas públicas elaboradas exclusivamente para as mulheres. Formada em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da qual foi reitora de 2002 a 2003 e onde implantou o sistema de cotas, Nilcéa foi surpreendida pelo convite para assumir a então recém-criada SPM.

A SPM lançou dois Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres; coordenou a implantação da Lei Maria da Penha; capacitou mais de 50 mil profissionais da rede de atendimento à mulher em situação de violência; criou o Disque 180, de atendimento telefônico 24 horas para mulheres vítimas de agressões; lançou um cr��dito específico para mulheres na agricultura familiar.

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“Vou continuar teimando e acreditando que o Brasil pode ser um país mais equalitário e com mais justiça social”, afirma a vencedora do Prêmio CLAUDIA 2011, que atualmente é representante da Fundação Ford no Brasil. 

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Maria Beatriz Kern, criou a ONG Mulheres em Construção 

Ricardo Jaeger
Ricardo Jaeger

A gaúcha transpôs muros de preconceito e concretizou o sonho de formar mão de obra feminina para a construção civil. Ela criou, em 2008, a ONG Mulheres em Construção que já beneficiou 3 mil mulheres no Rio Grande do Sul com mais de 40 cursos de capacitação – de pedreira, ceramista, azulejista, pintora, instaladora eletricista ou hidráulica e mestre de obras, entre outros – e quatro oficinas de reparos domésticos.

“Nosso objetivo é qualificar mulheres para colocá-las lado a lado com os homens na construção da sociedade”, afirma a finalista do Prêmio CLAUDIA 2012. Quando uma prefeitura a procura, ela avalia se o município tem capacidade de absorver a mão de obra. “Promovemos eventos para as empresas locais, para que elas contratem. Não é possível que boas profissionais fiquem fora do mercado por puro preconceito.” 

Heloísa Helena Assis, fundou a primeira rede de salões especializada em cabelos crespos no Brasil

Daryan Dornelles
Daryan Dornelles

Aos 9 anos, Heloísa Helena Assis começou a trabalhar como babá de outra criança, de 5. Nascida no Rio de Janeiro, ela dividia com os pais e 12 irmãos um barraco de madeira com chão de terra batida. Trabalhou como empregada doméstica e hoje a empresária comanda o Instituto Beleza Natural, primeira rede de salões especializada em cabelos cacheados e crespos do país. “Eu era obrigada a prender ou alisar meu cabelo crespo porque as patroas o achavam desleixado”, recorda-se Zica, como gosta de ser chamada. “Mas eu queria cachos e balanço e inventei de experimentar matérias-primas diferentes no meu cabelo e no de um irmão. Foram dez anos de misturas com colher de pau e bacia até que começaram a me elogiar nas ruas”, conta a vencedora do Prêmio CLAUDIA 2012. 

O pedido pelo produto inventado por Zica – já testado por químicos e registrado e aprovado pela Anvisa – aumentou tanto que ela convenceu o marido, Jair, a vender o fusca-táxi e abrir um pequeno salão de beleza no quintal de uma casa na Tijuca, em 1993. Era o embrião dessa rede de sucesso, que hoje conta também com uma fábrica de cosméticos, a Cor Brasil, de onde saem 250 toneladas por mês de produtos para cabelo vendidos exclusivamente nos institutos, e o Centro de Desenvolvimento Técnico (CDT), onde são ministrados cursos para os 1,5 mil funcionários – 90% mulheres e 70% delas ex-clientes. O estrondoso sucesso de Zica já virou objeto de estudo de várias universidades, inclusive do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Juliana de Faria, lançou a campanha Chega de Fiu Fiu contra o assédio sexual

Pablo Saborido
Pablo Saborido

Graças à inquietação da jornalista Juliana de Faria, o assédio sexual em lugares públicos está, aos poucos, ganhando má fama. Ao lançar a campanha Chega de Fiu Fiu, em seu blog, o Olga, em 2013, a paulistana rapidamente conquistou simpatizantes e conseguiu dar roupa nova à causa feminista, naquele momento restrita a grupos isolados.

“Até há pouco, feminista era sinônimo de extremista ou doida”, afirma a mexicana Nadine Gasman, representante do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres no Brasil. “A campanha de Juliana foi muito inovadora e exitosa, pois usou as redes sociais para chamar a atenção para um problema latente e disseminá-lo”, diz ela.

O blog gerou o fórum online Think Olga, onde as mulheres discutem e repercutem o tema à exaustão. Sua inquietação, porém, não tem fim. A finalista do Prêmio CLAUDIA 2015 fundou com outras duas sócias a Eva, consultoria que pretende ajudar a mídia a tratar a mulher de forma respeitosa.

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Raquel Helen Santos Silva, consegue apoio internacional para as causas feministas

Pablo Saborido
Pablo Saborido

Foi na escola que o machismo incomodou Raquel Helen dos Santos Silva pela primeira vez. Durante o ensino médio, quando os colegas discutiam sobre as faculdades que pretendiam cursar, ela percebeu que muitos acreditavam haver profissões tipicamente femininas (como magistério e enfermagem). Aquilo soou mal aos ouvidos da garota, que cresceu entre mulheres. Raquel perdeu a mãe, quando ainda era um bebê, e o pai, antes de completar 4 anos. Ela e a irmã, três anos mais velha, foram criadas pela avó materna e três tias em um bairro de classe baixa de Belo Horizonte. A indignação com os colegas norteia até hoje as suas escolhas.

Seu currículo, com apenas 25 anos,  é surpreendente e evidencia o lado batalhador. Em 2009, iniciou a faculdade de ciências do Estado e governança social, na Universidade Federal de Minas Gerais, e a de relações internacionais na PUC mineira. No ano seguinte, foi uma das cinco escolhidas entre 60 jovens do planeta para estar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. , apresentou um projeto idealizado pelo coletivo virtual React and Change, do qual é uma das líderes. A ideia – concretizada em seguida – era montar um seminário sobre empoderamento feminino para jovens em Fortaleza. Em 2011, a mineira conseguiu transferência para a Mount Holyoke College, nas proximidades de Boston, nos Estados Unidos, onde obteve uma bolsa. 

Antes de deixar o Brasil, foi escolhida para abrir o discurso da primeira-dama americana em Brasília. De volta ao Brasil desde 2013, a finalista do Prêmio CLAUDIA 2016 trabalha como analista de responsabilidade social na multinacional Thomson Reuters e faz parte do Global Shapers, grupo internacional de jovens ligado ao Fórum Econômico Mundial que promove discussões sobre temas variados, como igualdade de gênero.

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Rozimere Santos Oliveira Souto, organiza a produção agrícola e o empreendedorismo entre as mulheres

Pablo Saborido
Pablo Saborido

Para sobreviver, a população da pequena Pedra Lavrada, no Sertão da Paraíba, depende da água que chega em carros-pipa levados pelo Exército. Apesar da falta de umidade, algumas espécies nativas crescem ali. É o caso de frutas típicas, como o umbu, e de hortaliças. Mas, até pouco tempo, a comercialização desses produtos era insuficiente para a subsistência da comunidade. O cenário só começou a melhorar quando a comunidade organizou-se para assumir não só o plantio mas também o processamento e a distribuição dos alimentos. Foi, então, criada a Associação Centro de Cidadania das Mulheres, da qual fazem parte 45 sócias. Entre elas está a consultora Natura Rozimere Santos Oliveira Souto, uma das líderes e fundadoras do projeto. “Sentíamos a necessidade de ser protagonistas; por isso formamos nosso grupo”, diz a finalista do Prêmio CLAUDIA 2016

Rozimere faz parte ainda de um grupo de sete mulheres, as Filhas da Terra, que mantém uma horta e também faz sucos, polpas e doces com frutas de outros produtores. Tudo é revendido em uma lojinha própria na cidade. Graças ao incremento da agricultura local, oito das diversas mulheres da comunidade que deixam suas famílias para trabalhar como domésticas em cidades bem longe dali voltaram para casa. Agora elas ganham o sustento ao lado dos filhos e do marido.

Você também faz parte do júri que irá eleger as vencedoras de cada categoria. Para votar, aperte o coração ao lado da foto da finalista. Leia as histórias, avalie os trabalho e escolha as suas candidatas. 

Divulgação
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