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Urologista é médico de mulher, sim! Saiba quando procurar o especialista

Ele cuida de todo aparelho urinário e deve ser consultado sempre que você sentir que há de algo errado.

Por Nathalia Giannetti Atualizado em 15 jan 2020, 18h58 - Publicado em 3 Maio 2019, 10h28

Mulher vai ao ginecologista e homem vai ao urologista. Certo? Errado! Urologista também é médico de mulher e tem função importantíssima quando o assunto é o trato urinário de qualquer sexo. O profissional especializado nessa área é responsável por tudo o que envolve o aparelho urinário do corpo humano.

A visita ao urologista deve ser feita sempre que você sentir que algo não vai bem – pode ser um xixi com sangue, um incômodo ao urinar, dor nos rins, escapes de urina… O problema é que as mulheres não têm o hábito de consultar esse especialista e aí os problemas acabam sendo maiores. Os médicos indicam que o câncer de bexiga é diagnosticado tardiamente em mulheres (o atraso é 4 vezes maior do que em homens) porque sintomas como sangue na urina acabam sendo vistos como infecção urinária e tratados de forma errada, adiando e piorando o problema.

A incontinência urinária é outro problema sério que deve ser levado ao urologista, mas, infelizmente, ainda é tratado com certo preconceito e vergonha por parte das pacientes. E mesmo as infecções urinárias por repetição, relatos muito comuns em consultórios ginecológicos, podem ser uma manifestação de problemas na bexiga, uretra ou rins.

Sendo assim, nunca descarte uma visita a um urologista, que avaliar minuciosamente seu aparelho urinário!

Quando a mulher deve procurar um urologista?

“De modo geral, uma frequência recorrente só é recomendada caso já esteja em acompanhamento ou tratamento de algum problema”, diz o urologista Gabriel Barbosa Franco. Mas caso você sinta que há algo de errado com seus sistema urinário ou tenha uma predisposição a alguma patologia do trato urinário, vale a pena marcar um consulta.

Conheça algumas das disfunções importantes que podem te levar ao urologista:

  • Infecções urinárias: elas são causadas por bactérias que entram no trato urinário (uretra, rins, bexiga) e resultam em ardência ao urinar, dores pélvicas e urina com cor e cheiro fortes.
  • Cálculo renal: as famosas pedras nos rins são conhecidas por provocarem dores intensas, mas alguns casos podem passar despercebidos. Se houver demora para ser identificado, o cálculo pode comprometer o funcionamento do rim e, até mesmo, destruir o revestimento interno do órgão.
  • Incontinência urinária: caracterizada pela perda involuntária de urina, a incontinência urinária pode ter diversas causas, mas geralmente envolve problemas na musculatura pélvica e da bexiga.
  • Bexiga hiperativa: quando a mulher sente uma vontade incontrolável de fazer xixi.
  • Cistite intersticial: uma inflamação crônica da bexiga caracterizada por pélvica constante.
  • Tumores de rim: raramente o câncer nos rins apresenta sinais em seu estágio inicial, o que o torna bastante perigoso. Como seu diagnóstico acontece, muitas vezes, por meio de exames rotina, é importante que eles estejam em dia, pois quanto mais cedo é identificado, maior são as chances de cura.
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