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Surtos de sarampo deixam a América em estado de alerta

A doença, que antes era considerada erradicada no continente, voltou ao Brasil.

Por Nathalia Giannetti - Atualizado em 15 jan 2020, 23h59 - Publicado em 20 fev 2019, 11h57

Desde 2016, a região das Américas era considerada livre do sarampo, infecção viral de fácil contágio. Mas, no último ano, a doença voltou a ser ponto de preocupação e o Brasil também está em situação de risco.

O caso mais recente é o do transatlântico Seaview, que percorre a costa brasileira, no qual há pelo menos 18 tripulantes diagnosticados com a doença, conforme verificou o Instituto Adolfo Lutz. Nesta quarta-feira (20), o navio irá chegar em Santos, onde será feita a imunização dos passageiros, da tripulação e de turistas que irão embarcar no cruzeiro.

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram confirmados 10,3 mil casos de sarampo em 2018 e cerca de 49% dos municípios brasileiros não cumpriram a meta de vacinação para o ano.

Se você já se vacinou, fique tranquila! Mas se não tiver sido imunizada ou não souber se tomou a vacina, procure o mais rápido possível um local onde a dose está sendo oferecida.

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De acordo com a Dra. Ana Karolina Barreto Marinho da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), “não há risco para a saúde caso você se vacine mais de uma vez“.

Veja aqui as orientações do Ministério da Saúde:

O ideal é que todo mundo seja vacinado quando criança, com uma dose da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses e outra da tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) aos 15 meses.

Para quem já passou dessa idade e tem menos de 29 anos, é indicado tomar duas doses, da tríplice ou tetra. Já aqueles que tem entre 30 e 49 anos, a recomendação é de apenas uma dose, que também pode ser ou da tríplice ou da tetra viral. 

ATENÇÃO:Crianças com alergia grave ao leite de vaca não devem receber a vacina tríplice viral, que contém proteína do leite de vaca.”

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O que está acontecendo nas Filipinas

Nas Filipinas, a situação é bastante grave. O Departamento da Saúde do país divulgou recentemente que, de janeiro até metade de fevereiro, um surto de sarampo resultou em 8.400 infectados e 136 mortos, sendo ao menos 40% crianças de até 4 anos.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento do número de ocorrências se deve à queda nas taxas de vacinação, que é fundamental para evitar a doença. Por isso, o governo filipino tem como objetivo vacinar cerca de um milhão de crianças para conter o avanço do sarampo.

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