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‘Síndrome do torniquete quase fez minha filha perder os dedos’, conta mãe

Relato viralizou pela facilidade com que o problema pode acontecer

Por Da Redação Atualizado em 18 abr 2018, 21h45 - Publicado em 18 abr 2018, 21h44

A escocesa Gemma Fraser jamais poderia imaginar que um fio de cabelo poderia gerar um problema de saúde tão grave quanto o que atingiu sua bebê.

Em junho do ano passado, a mãe notou que a filha apresentava uma irritabilidade e um choro que não passava. Então, ao trocar a fralda da criança, notou que havia um fio de cabelo em volta dos dedos dos pés, comprometendo a circulação sanguínea.

Reprodução/Reprodução

O nó estava tão apertado que ela não conseguiu soltar sozinha. Para a tarefa, precisou recorrer ao socorro médico, que levou 45 minutos para desatar o nó.

Com um tratamento antibiótico domiciliar para evitar maiores estragos, um dos dedos se recuperou, mas o outro não. “Formou uma ferida com pus, que não cessava”, contou Fraser. Recorrendo ao pronto-socorro novamente, uma enfermeira identificou que ainda havia partes do fio de cabelo no membro.

Por ser muito nova, a garotinha, Orla, precisou ser operada sem anestesia geral. Depois disso, finalmente, se curou.

Reprodução/Reprodução

Síndrome do torniquete

Foram 5 meses para que tudo se resolvesse e, com medo que outras crianças passassem por isso, a Fraser resolveu compartilhar a experiência com a “Síndrome do Torniquete“. Em um programa de rádio, ela e a parteira Cass McNamara recapitularam sintomas e situações. “As pessoas devem monitorar os bebês todos os dias, revisar cada parte do corpo. O fio de cabelo pode ser tão resistente quanto um fio de pesca e machucar por um descuido”, disse Cass.

“Se o seu bebê está mais irritado do que o normal, olhe atentamente cada parte do corpo e, se encontrar algo errado, procure ajuda médica imediatamente”, finalizou a mãe.

A síndrome pode afetar pessoas de qualquer idade. Não se trata de uma doença, mas de um conjunto de sintomas. O nome “torniquete” remete a qualquer objeto que aperte e segure a circulação sanguínea local.

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