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Será que é sarampo? Saiba tudo sobre a doença que voltou a preocupar

Os surtos de sarampo estão acontecendo pelo mundo. Entenda como se pega, quais são os sintomas, se tem tratamento e os perigos da doença.

Por Daniella Grinbergas - Atualizado em 15 jan 2020, 13h00 - Publicado em 18 jul 2019, 11h04

Em março desse ano, o Ministério da Saúde comunicou que o Brasil perdeu a certificação de país livre do sarampo por conta da volta da doença, provocada por taxas de imunização muito baixas. O número de casos está crescendo e preocupa muito!

Para saber mais sobre essa doença altamente contagiosa que acomete pessoas de todas as idades, conversamos com a dra. Ana Karolina Barreto Berselli Marinho, coordenadora do departamento científico de imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

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Como o sarampo é transmitido?

O vírus do sarampo é transmitido de forma direta, por meio de espirros, tosse, gotículas de saliva, secreções respiratórias e conjuntiva ocular. Ou seja, basta um beijo, uma conversa de perto, uma mão no olho e o vírus passa facilmente. 

 

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 Principais sintomas

  • Febre alta (pode passar de 40ºC)
  • Manchas avermelhadas no corpo – elas começam na cabeça e se espalham por todo corpo, normalmente quatro dias após a febre
  • Manchas de Koplik: manchas esbranquiçadas no interior da boca
  • Tosse
  • Faringite
  • Aumento dos gânglios do pescoço
  • Coriza, secreção nasal
  • Conjuntivite
  • Dores no corpo

Incubação

O vírus pode ficar incubado de 6 a 21 dias (em média 13 dias).

 

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Em que fase é transmissível?

No período em que o paciente tem febre, coriza, tosse e até quatro dias depois do aparecimento das manchas vermelhas.

 

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Sobre as manchas na pele

Elas geralmente não causam coceira, começam na cabeça e descem para o corpo todo, e duram 6 ou 7 dias.

Pelo menos três dias depois que as manchas aparecem, a febre precisa sumir. Caso contrário, fique alerta porque pode ser sinal de complicações.

 

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Como é feito o diagnóstico

Além do exame clínico, o médico pode pedir uma sorologia para sarampo, um exame de dosagem no sangue de IgG e IgM contra sarampo – A IgM reagente confirma o diagnóstico. Além disso, a imunologista explica que é possível a pesquisa direta do vírus nos tecidos e pelo exame RT-PCR, de biologia molecular.

 

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É preciso isolar o paciente

Por ser uma doença altamente contagiosa, o paciente precisa ficar isolado ou afastado das atividades por até quatro dias depois do surgimento das manchas.

 

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Tratamento

Não há um tratamento específico! O paciente precisa ficar em repouso, se hidratar e ingerir alimentos leves.

Os cuidados são sintomáticos: antitérmicos para abaixar a febre, analgésicos para dor e muita hidratação. A médica afirma que o uso da vitamina A e do antiviral Ribavirina podem ser considerados em alguns casos, mas o uso é controverso.

 

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Complicações do sarampo

A doença pode ser grave, acometendo o sistema nervoso central, causando problemas neurológicos, e evoluir com infecções secundárias, como pneumonia.

O sarampo pode deixar sequelas graves, como surdez e cegueira.

 

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Sarampo mata!

A médica explica que cerca de 4 a 10% dos casos podem levar a óbito, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunodeficências.

 

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Quem já teve não pega de novo

Isso mesmo, o sarampo dá imunidade definitiva. Se você já pegou a doença uma vez, não pega mais!

Dá para prevenir

A vacinação é a única maneira de prevenir – e esse é o grande problema. As baixas taxas de imunização estão fazendo com que aconteçam os surtos. Atualmente, os postos de saúde oferecem a vacina gratuitamente tanto para crianças quanto para adultos.

E atenção: se você não sabe se tomou a vacina, corra para o posto. Não há perigo de se vacinar de novo se você já tiver recebido a dose e não lembrar.

Só não podem tomar a vacina pessoas com suspeita da doença, bebês com menos de seis meses, grávidas e imunodeprimidos.

 

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