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Parto domiciliar: conheça os benefícios e riscos de ter o bebê em casa

Esse tipo de parto tem se popularizado bastante entre as novas mamães, mas nem todo mundo está convencido que é a melhor opção.

Por Nathalia Giannetti - Atualizado em 15 jan 2020, 17h07 - Publicado em 27 Maio 2019, 19h15

Escolher qual será o tipo de parto, onde ele será feito e quem estará presente é uma escolha bastante pessoal e cabe, principalmente, à mãe, pois, afinal, é ela quem terá o bebê. Mas ultimamente, uma das modalidades tem gerado bastante controvérsia.

O parto domiciliar já foi muito comum. Na época em que hospitais eram inexistentes ou acessíveis apenas para um pequeno número de pessoas, o parto em casa era a única opção possível para a maioria das mulheres. Nesses casos, tudo era feito sem pré-natal ou qualquer acompanhamento médico.

Mas depois da Segunda Guerra Mundial, ele deixou de ser a regra. “Houve uma mudança de padrões e ideias com o processo de medicalização. Por ser considerado um evento de risco e com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de mortalidade materna e infantilpreconizou-se que os partos passassem para o hospital”, conta a ginecologista e obstetra Karina Tafner.

É, então, comum achar que voltar a ter filhos em casa parece um retrocesso em frente aos avanços médicos e potencialmente perigoso. No entanto, diferente do que você possa pensar, a atual ideia de parto domiciliar passa longe do que era rotina nas primeiras décadas do século 20.

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Vantagens do parto domiciliar

Antes de mais nada, vamos conversar sobre os benefícios que o parto domiciliar traz para a mãe e para o bebê. Em casa, a mulher está em um ambiente emocionalmente e fisicamente confortável, onde ela também irá se sentir segura, cercada por amigos e familiares.

Outra grande vantagem, e um dos principais motivos para optar pelo parto domiciliar, é o fato das mães poderem “permanecer mais tempo com o recém-nascido no colo após o nascimento e também e acompanhar de perto seus primeiros momentos fora do útero”, explica a Dra. Carla Iaconelli, ginecologista especialista em reprodução humana.  

Riscos e contraindicações

“Alguns estudos atuais mostraram que gestantes podem ter filhos em casa sem aumento da morbidade e mortalidade”, conta a enfermeira obstetra e sócia da Casa Moara, Márcia Koiffman. No entanto, isso é válido apenas para aquelas que não sofrem dos fatores de risco: hipertensão, gestação gemelar ou em que o bebê está sentado

Mesmo quando a gravidez corre perfeitamente bem, complicações no parto não devem ser descartadas. Segundo a Dra. Carla Iaconelli, as mais comuns são: “retenção placentária, que pode levar à hemorragia; ruptura uterina, seguinte ao parto; ruptura de colo; e atonia uterina, quando o útero não se contrai de maneira regular, chegando a causar hemorragia”. Ela ainda cita o risco de falta de oxigenação para o bebê, que pode sofrer com paralisia cerebral e outros problemas com grande impacto em seu desenvolvimento.

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Fazer o parto em casa não significa que alguma dessas situações irá acontecer, mas os riscos para a mãe e bebê são ainda maiores em partos domiciliares do que os de hospital, uma vez que não há uma equipe médica e equipamentos prontos para controlar a situação.

Cuidados

Se ao avaliar os benefícios e riscos do parto domiciliar, você decidiu que parir em casa é a opção certa para você, é preciso tomar algumas precauções:

  • Faça seu pré-natal com acompanhamento de possíveis situações de risco
  • Garanta a presença de profissionais da saúde regulamentados pelo Coren (Conselho Regional de Enfermagem), como enfermeira obstetra ou obstetriz, no parto
  • Conte com uma equipe de pediatras e médicos obstetras disponível caso seja necessário ir para o hospital
  • Tenha um hospital próximo ao domicílio, com distância de até no máximo 30 minutos 
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