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Os benefícios da acupuntura no tratamento de distúrbios ginecológicos

E o melhor: não tem contraindicação!

Por Priscila Doneda Atualizado em 21 jan 2020, 08h20 - Publicado em 1 jul 2016, 12h35

Embora muitas pessoas ainda encarem a acupuntura como algo esotérico, a terapia milenar asiática conta com vários estudos e comprovações científicas em relação aos benefícios obtidos nos tratamentos de diversas doenças. Além de ajudar pacientes com depressão, insônia, rinite, artrose, fibromialgia, gastrite e até câncer, atualmente, ela é utilizada com sucesso no tratamento de problemas ginecológicos.

De acordo com o Dr. Dirceu Sales, Presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), “As grandes vantagens da acupuntura, em relação aos métodos farmacológicos tradicionais, são a ausência de efeitos colaterais e a possibilidade de uma abordagem sistêmica. Com isso, além do tratamento do órgão ou segmento doente, podem surgir benefícios relativos ao equilíbrio geral do indivíduo”, explica. “No entanto, na prática clínica, não existe nenhum impedimento à associação de métodos ou formas de tratamento, já que o importante é a busca pela cura e bem estar do paciente“, ressalta o especialista. Além disso, itens como atividade física, relacionamentos, sono, alimentação e vida sexual também devem ser observados. “Algumas vezes, correções nesses aspectos são até mais importantes que o próprio tratamento farmacológico”, aponta. 

A dor ginecológica é séria e pode destruir a qualidade de vida das mulheres. Porém, felizmente, a acupuntura já age de forma benéfica em casos de cefaleia menstrual, dismenorréia (cólica) primária, tensão pré-menstrual, hiperemese gravídica, indução ao trabalho de parto, náuseas e vômitos.

Piotr Marcinski Trinkstock/Getty Images
Piotr Marcinski Trinkstock/Getty Images

A cefaleia menstrual, por exemplo, tem como principais causas principais as disfunções hormonais, inflamatórias, vasculares e a química cerebral. Assim, a acupuntura, por meio de suas reconhecidas ações anti-inflamatória, analgésica e de equilíbrio da neurotransmissão cerebral, tem a real possibilidade de minimizar esse processo. “Na prática clínica, cerca de 60% dessas pacientes se beneficiam do tratamento com acupuntura. Para aquelas com pouca ou nenhuma resposta, deve-se buscar uma associação de métodos ou procurar uma outra forma de tratamento”, expõe.

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Em casos de cólica menstrual, por sua vez, a acupuntura exerce importantes efeitos (analgésico, relaxante muscular e anti-inflamatório), que seriam responsáveis pela melhora das pacientes com dismenorreia. “A maioria delas apresenta remissão total da sintomatologia, enquanto outras têm alívio apenas parcial e precisam de medicação adjuvante”, conta o médico.

O tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), por sua complexidade, não se limita a uma única iniciativa terapêutica. “A correção dos hábitos alimentares, a atividade física regular, a perda de peso, a psicoterapia e o uso de medicamentos específicos são fundamentais para o controle dessa doença. Neste caso, a acupuntura se apresenta como um método complementar de tratamento”, aconselha o especialista.

Thinkstock
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Como funciona o método?

A inserção da agulha de acupuntura estimula terminações nervosas existentes na pele e nos tecidos subjacentes, principalmente nos músculos. A “mensagem” gerada por esses estímulos segue pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro). Então, deflagra a liberação de diversas substâncias químicas – conhecidas como neurotransmissores -, desencadeando uma série de importantes respostas: anti-inflamatória, analgésica, moduladora das emoções e reguladora da imunidade. Elas acontecem em conjunto e resultam em uma considerável melhora orgânica em seus usuários. 

Como é o tratamento?

O número de sessões de acupuntura e o tempo de tratamento variam de acordo com o tipo de doença, tempo de evolução individual do paciente, gravidade, idade e presença de outras morbidades associadas. “De forma geral, preconiza-se iniciar o tratamento com duas aplicações por semana e ir adequando esse número de acordo com a evolução do caso. Em condições específicas, como quando há dores agudas, por exemplo, as aplicações devem ser feitas com maior frequência ou até diariamente”, orienta o Dr. Dirceu. 

É importante ressaltar que a acupuntura não tem contraindicação, embora seja preciso ter cautela para não inserir as agulhas em lesões de pele, lesões vasculares ou queimaduras. 

Quanto custa?

“O preço de uma sessão de acupuntura varia de acordo com a região, status do profissional e tipo de atendimento oferecido, mas os valores devem ir de 80 a 300 reais, aproximadamente”, estima o especialista. No entanto, segundo o que foi estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a acupuntura é uma especialidade médica e, por isso, deve ser oferecida por todos os planos de saúde. Para quem tem menor poder aquisitivo, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece sessões de acupuntura sem custo há quase duas décadas no Brasil.

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