Musculação x funcional: conheça as diferenças e escolha o melhor para você

Consultamos profissionais da área esportiva para esclarecer as dúvidas em relação à musculação e ao treino funcional. Conheça as vantagens e desvantagens de cada um e descubra qual é o mais adequado para você.

O segredo do sucesso é escolher o treino que se adequa aos seus objetivos.
Foto: Fuse/Thinkstock/Getty Images

Como são os treinos

Musculação

Os treinos são elaborados de acordo com seus objetivos (definir braços e bumbum ou aumentar os músculos das pernas, por exemplo). O professor pode acompanhá-la nas primeiras aulas até que você aprenda a executar os movimentos corretamente, mas, a não ser que você contrate um personal trainer, fará as aulas sozinha.

“O foco são os movimentos isolados, que podem ser feitos com halteres e máquinas”, esclarece Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica. A duração de cada aula dependerá do seu programa de exercícios, mas a frequência de treinos deve ficar entre 3 e 4 vezes por semana – o músculo precisa descansar para evitar o risco de lesão. As cargas aumentam à medida que o exercício fica fácil e leve – a ideia é sempre exigir contração e força muscular do aluno.

Funcional

Pode ser feito na academia ou ar livre, individualmente ou em grupos, e sempre com a ajuda de um especialista. Como os movimentos são complexos e trabalham grandes grupos de músculos ao mesmo tempo, é preciso haver acompanhamento profissional pare evitar que o aluno execute os movimentos de forma errada.

“A intenção, aqui, é melhorar as capacidades do corpo – correr, mudar de direção, agachar, puxar, girar – e usá-las para ganhar condicionamento físico e queimar gordura”, explica Enrico Massoni, sócio e coordenador técnico do Studio Funcional SP. O aluno faz exercícios como pequenas corridas, agachamentos, giros e flexões sem uso de aparelhos ou acessórios – aqueles em o corpo é a própria carga do exercício. Mas também há circuitos com fitas de náilon – conhecidas como TRX -, kettlebell, bolas e cordas. “A monotonia da musculação não tem vez por aqui, já que os treinos de funcional se desvinculam da academia clássica e podem ser realizados ao ar livre e de diferentes formas”, acrescenta Luiz Augusto Riani, médico do esporte do Alta Excelência Diagnóstica.


Partes do corpo trabalhadas

Musculação

Os músculos são trabalhados isoladamente, de acordo com a necessidade e o objetivo do aluno. Sendo assim, você pode ganhar perna se fizer mais as cadeiras extensora e flexora, por exemplo. Se você quer braços mais firmes, capriche no pulley e nos exercícios com rosca.

A carga e o número de repetições variam: se você quer gerar hipertrofia (aumento de músculo), é preciso fazer um treino com mais carga e menos repetições. Se a sua vontade, no entanto, é definir os braços – sem aumentar o tamanho deles -, faça aulas com menos carga e mais repetições.

Funcional

O ganho muscular é homogêneo, pois o treino trabalha o corpo todo ao mesmo tempo. O core (região do corpo que conecta braços e pernas) leva vantagem, já que o abdômen fica contraído a maior parte do tempo para ajudar a manter o equilíbrio do corpo durante a execução dos exercícios. Você observa uma melhora geral no seu tônus muscular, mas como os treinos não são direcionados, o resultado é mais leve e menos específico do que na musculação. “Coordenação motora, consciência corporal e correção postural levam vantagem nesse tipo de exercício”, completa Enrico Massoni.


Gasto calórico

Musculação

Há um gasto médio de 360 kcal por hora. Para conquistar resultados mais satisfatórios, intercale algum tipo de exercício aeróbico, como corrida ou natação. Eles ajudam a acelerar o metabolismo e, dessa forma, queimar calorias e reduzir medidas.

Funcional

O gasto calórico é maior. “Um aluno em nível avançado consegue queimar até 900 kcal em uma hora. Já iniciantes ficam entre 500 e 550 kcal”, estima Enrico Massoni, do Studio Funcional SP.


Desvantagens

Musculação

As desvantagens são o gasto calórico menor e a monotonia durante o exercício, já que os movimentos são limitados e repetitivos. “O risco de desequilíbrio articular também é presente, já que o praticante pode trabalhar mais algumas regiões do corpo em detrimento de outras e resultado não é harmônico”, aponta Luiz Augusto Riani. Também há possibilidade de gerar lesões por causa de cargas muito pesadas e destreino (quando o aluno diminui o ritmo da malhação e, depois de algum tempo, volta aos exercícios com força total – e despreparo). 

Funcional

O ganho de massa muscular é mais demorado e não há a hipertrofia, por isso vai ser difícil ficar com barriga trincada e pernas mais grossas, por exemplo. E é arriscado exercitar-se sozinha por causa do risco de lesões. “A ausência de um profissional pode resultar em movimentos executados de forma errada ou exercícios acima da capacidade do aluno”, aponta Enrico.