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Entenda como o crack vicia e saiba como tratar um dependente

Reconhecer que o viciado tem uma doença é o primeiro passo para se livrar do problema

Por Redação M de Mulher
18 jul 2011, 21h00 • Atualizado em 17 jan 2020, 14h23
Leo Branco (/)
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  • O crack, quando fumado, cai na corrente sanguínea rapidamente
    Foto: Dreamstime


    O crack é uma pasta de cocaína misturada a éter e bicarbonato de sódio. Essa mistura é feita sob água quente. Quando resfriada, ela empedra. Por isso, a droga é fumada em cachimbo. Assim como a cocaína, o crack aumenta a produção e a liberação de dopamina, o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Por ser fumado, o crack chega mais rápido ao cérebro e vicia mais rápido também, pois seu efeito é mais intenso.

    Quando cheirada, a cocaína passa pelo nariz e pelo sistema respiratório. Algumas partículas se perdem durante esse percurso. “No crack, a cocaína vai imediatamente para os pulmões, onde os alvéolos jogam a droga direto no sangue e no cérebro”, diz o psiquiatra Thiago Fidalgo, da Universidade Federal de São Paulo.

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    A droga é aspirada e chega aos alvéolos do pulmão, que a empurram para as vias sanguíneas. Em 15 segundos, ela chega ao cérebro. Lá, o crack aumenta a produção de dopamina e libera de uma só vez todo o estoque desse neurotransmissor. Essa “overdose” provoca euforia.

    Quando o efeito passa, dez minutos depois da tragada, os estoques de dopamina no cérebro ficam reduzidos. Aí, o cérebro sente a necessidade de voltar à euforia alcançada antes. É a dependência.

    Como ajudar um dependente de crack

    · Reconheça que o outro tem uma doença e não apenas um desvio de comportamento. Às vezes, o próprio viciado não procura ajuda porque tem vergonha. Não o julgue para não bloquear essa comunicação.

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    · Procure um centro de apoio: o consumo de drogas muitas vezes é uma válvula de escape. Por isso, o dependente e os familiares devem conversar entre si e com psicólogos para entender as causas do vício. Entidades como os Centros de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) oferecem ajuda de graça nas principais cidades. Os endereços podem ser obtidos pelo telefone 0800-611997.

    · Estabeleça uma rotina: uma vez que o dependente químico passou por um tratamento, ele precisa ser readaptado. Determine horários para ele acordar, dormir e comer, até que reaprenda o limite dos seus atos. É importante discutir essas regras com o dependente para garantir que ele as siga.

    · Ocupe a mente dele: isso reduz as chances de o viciado voltar a pensar na droga e consumi-la de novo. É importante que ele encontre um trabalho e se sinta útil novamente para que a rotina estabelecida no passo anterior funcione.

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    · Conversem sobre o assunto: ouvir o depoimento de superação de outras pessoas em grupos de ajuda mútua dá ao ex-dependente mais forças para vencer o vício. Os maiores no Brasil são os grupos Narcóticos Anônimos e o Amor Exigente.

    · Seja persistente: em todo tratamento, há o risco de recaídas. É importante manter a calma e não pensar que foi tempo perdido ou que faltou força de vontade por parte do dependente ou dos familiares. Nessas horas, ouça o dependente e mostre que a família estará do lado dele sempre que ele quiser retomar o tratamento.

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