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De olho no seu coração: como prevenir doenças cardíacas

Especialistas da Dasa explicam quais são os principais fatores de risco e sintomas inimigos de uma boa saúde cardiovascular

Por Abril Branded Content Atualizado em 17 jun 2022, 14h34 - Publicado em 17 jun 2022, 10h32

Cansaço, dificuldade para respirar, náuseas, mal-estar gástrico, vômitos, dor nas costas, no queixo e na garganta. Quem diria que esses exemplos podem ser sinais de um ataque do coração? A maioria das pessoas não faz essa associação, ainda mais as mulheres, que, normalmente, são mais tolerantes à dor1 e podem priorizar outras demandas do cotidiano diante desses desconfortos. E é aí que mora o perigo. “Apesar de esses sintomas serem muito comuns, principalmente nas mulheres, quando estão associados é fundamental a busca de ajuda especializada. Todo sintoma é importante”, diz a dra. Thaís Lima, cardiologista e gerente médica do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, que faz parte da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil.

Thaís Lima, cardiologista e gerente médica do Hospital Nove de Julho -
Thaís Lima, cardiologista e gerente médica do Hospital Nove de Julho – Dasa/Divulgação

E os dados não deixam dúvidas de que as doenças cardiovasculares fazem mais vítimas no universo feminino do que se imaginava. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de quadro é responsável por um terço de todas as mortes de mulheres no mundo,2 o equivalente a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 000 por dia, um número oito vezes maior do que o de falecimentos provocados por câncer de mama.3

E não é difícil entender por que isso acontece se levamos em consideração o estilo de vida que elas possuem atualmente, com mais estresse, alimentação inadequada, obesidade e pressão arterial acima do recomendado. “As pílulas anticoncepcionais também podem favorecer a formação de coágulos, especialmente se o consumo estiver associado ao tabagismo”, acrescenta a dra. Márcia Lopes, responsável pela área cardiológica da mulher no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), no Rio de Janeiro. As alterações hormonais também merecem destaque, assim como os ciclos menstruais irregulares e a síndrome do ovário policístico, que podem se converter em ameaças se não forem devidamente tratados.

Márcia Lopes, responsável pela área cardiológica da mulher no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) -
Márcia Lopes, responsável pela área cardiológica da mulher no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) – Dasa/Divulgação

Envelhecimento e o coração feminino

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O envelhecimento da população também deve ser levado em consideração, a pressão alta e os níveis do LDL, o mau colesterol, tendem a piorar conforme os anos vão passando. Segundo o último censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nossa expectativa de vida aumentou em três meses nos últimos anos, chegando a 73,1 para os homens e 80,1 para as mulheres.4 “Na menopausa, o estrógeno, um dos principais hormônios femininos, sofre uma queda progressiva, o que é um grande problema, já que essa substância tem ação protetora dos vasos sanguíneos”, diz a dra. Márcia.

Por outro lado, é preciso levarmos em consideração que os avanços tecnológicos e sociais fizeram com que as mulheres com 50 anos estejam plenamente produtivas e desenvolvendo suas atividades. “Com isso, há uma demanda cada vez maior por uma atenção específica a esse público”, diz a dra. Núbia Welerson, cardiologista e diretora técnica do Hospital Brasília – Águas Claras, no Distrito Federal. Por essa razão, a unidade está estruturando uma linha de atendimento voltada para as mulheres na menopausa, similar à desenvolvida na Maternidade Brasília, também no Distrito Federal. “Essa iniciativa conta com uma equipe multidisciplinar com cardiologistas, ginecologistas e especialistas em cabeça e pescoço que dão uma atenção especial à tireoide”, conta a dra. Núbia.

Núbia Welerson, cardiologista e diretora técnica do Hospital Brasília -
Núbia Welerson, cardiologista e diretora técnica do Hospital Brasília – Dasa/Divulgação

Mas não são somente as com mais idade que precisam de acompanhamento cardiológico frequente. O ideal é que mulheres saudáveis e gestantes consultem um especialista uma vez ao ano. Já quem tem algum problema prévio ou fatores de risco, como diabetes, histórico familiar, hipertensão ou colesterol alto, deve começar o acompanhamento antes. O mesmo vale para quem teve percalços na gravidez, como pré-eclâmpsia ou parto prematuro. “Essas pacientes têm duas a quatro vezes mais chances de se tornar hipertensas e duas vezes mais risco de sofrer um infarto”, comenta a dra. Thaís Lima, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Como a gestação também é um período de muita relevância para a saúde do coração, o Complexo Hospitalar de Niterói dispõe de um centro dedicado à cardiologia da mulher, do início da fase reprodutiva ao climatério, incluindo gestantes com cardiopatias de alto risco. “A equipe é composta por cardiologistas especializados em cardiologia obstétrica, anestesistas com conhecimento em fisiologia materna, obstetras, pediatras e neonatologistas que atendem a mãe e o bebê”, conta a dra. Márcia Lopes.

E nunca é demais ressaltar: em qualquer idade ou fase da vida é importante conhecer o histórico familiar relacionado a doenças do coração, tomar cuidado com o aumento de peso, praticar atividades físicas, se alimentar de maneira saudável, reduzir o estresse e apagar o cigarro.

Referências:

  1. https://www.mcgill.ca/newsroom/channels/news/men-and-women-remember-pain-differently-293050#:~:text=The%20research%20team%2C%20led%20by,it%20had%20earlier%20been%20experienced.
  2. https://www.portal.cardiol.br/post/mulheres-sobrevivem-menos-ao-infarto-do-que-homens.
  3. https://www.portal.cardiol.br/post/cora%C3%A7%C3%A3o-feminino-necessita-cuidados-especiais
  4. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/29502-em-2019-expectativa-de-vida-era-de-76-6-anos
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