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Alopecia: entenda a condição de Jada Pinkett Smith

Will Smith deu um tapa em Chris Rock após piada do comediante sobre a calvície da esposa

Por Da Redação Atualizado em 28 mar 2022, 10h40 - Publicado em 28 mar 2022, 10h17

No último domingo (27), um acontecimento inesperado roubou a cena durante a cerimônia de premiação do Oscar 2022: o ator Will Smith se dirigiu ao palco durante o discurso de Chris Rock, e atingiu o comediante com um tapa. Pegos de surpresa, os espectadores – tanto dentro do Teatro Dolby, quanto os que assistiam à transmissão televisiva – especularam se o momento era real e a motivação do astro que viria a levar a estatueta de Melhor Ator. Mais tarde, ficou claro que a reação foi sim verdadeira, e teve uma razão: a piada feita por Rock sobre a cabeça raspada de Jada Pinkett Smith, que já revelou em entrevistas a sua luta contra a alopecia. Mas, afinal, o que é a doença?

A luta de Jada contra a condição

No final de 2021, Jada usou o Instagram para compartilhar um vídeo explicando que foi diagnosticada com alopecia – uma doença inflamatória que provoca a queda dos fios – e que isso teria motivado a raspagem dos fios. “Cheguei ao ponto em que só posso rir. Vocês sabem que eu tenho lidado com a alopecia e, do nada, apareceu essa falha aqui (…). Então achei melhor mostrar para todos, para não surgirem dúvidas”, contou.

O que é?

A alopecia é considerada uma redução da densidade capilar ou uma perda progressiva de cabelo feminina, uma disfunção que atinge cerca de 5% das mulheres no mundo. Muitas vezes, segundo o dermatologista Werick França, ela é confundida com a perda por conta de procedimentos químicos, como as escovas progressivas ou descolorações.

Diferentes tipos de alopecia

É importante ressaltar que é possível sofrer de diversos tipos de alopecia, desde a provocada por doenças autoimunes, caso de Jada, até o eflúvio telógeno, que ocorre através da gestação. “Quando a alopecia é androgenética, mais conhecida como calvície, ocorre afinamento e atrofiamento do bulbo, causando a queda definitiva. Essa condição genética na mulher acontece normalmente de forma difusa em todo o topo da cabeça e também de maneira global, comprometendo toda a região da cabeça. Algumas que nascem com essa condição herdada de família já são pré-dispostas a ter a disfunção.”

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As alopecias, de acordo com o dermatologista Ademir C. Leite Jr, podem ser divididas em cicatriciais e não cicatriciais. As primeiras são aquelas em que a área acometida não apresenta folículos ou eles foram destruídos por processos inflamatórios ou agressões importantes, como tração excessiva, queimaduras e corte. Elas podem ser irreversíveis e estão relacionadas ao Lúpus eritematoso cutâneo, líquen plano pilar, foliculite decalvante e alopesia fibrosante frontal.

Já as não cicatriciais podem ser acompanhadas de inflamações que são mais brandas e não provocam danos permanentes. Essa perda de fios surge de distúrbios capilares que não resultam em aspecto cicatricial do couro cabeludo, como alopecia areata, eflúvios e alopecia androgenética.

Quando buscar ajuda

Fios caem diariamente, e isso é um fato. No entanto, se você notou uma grande quantidade – com mais de 100 fios por dia – ou se você percebe muitos presos no travesseiro ao acordar, é sinal de que é hora de buscar ajuda. O médico também reforça que também é possível identificar a alopecia olhando para o couro cabeludo e notando regiões com pouco ou nenhum cabelo.

O tratamento

O tratamento precoce da alopecia pode inibir o avanço e manter o cabelo volumoso, reduzindo as perdas, ou, no caso das não cicatriciais, até revertendo o quadro. “O procedimento para a disfunção pode ser feito em clínicas e também em casa, por meio de loções, medicamento oral, vitamina e xampu de uso diário”, completa Werick França.

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