7 métodos contraceptivos ideais para o pós-parto

Você quer dar um tempo entre um filho e outro? Fique por dentro das maneiras mais seguras de evitar uma gravidez, mesmo enquanto está amamentando

Sua gestação chegou ao fim, o parto foi tranquilo e seu bebê é cheio de saúde. Com essas preocupações resolvidas, as mães já podem planejar o tamanho da família: mais um filho? Quanto tempo esperar? Não espere para responder essas perguntas, já que apenas três semanas depois do parto a mulher pode ovular novamente e, portanto, engravidar.

A retomada das relações sexuais depois do nascimento de um bebê costuma acontecer seis semanas após o parto. Antes disso a mulher tem sangramentos e algumas dores independentemente do canal por onde o parto ocorreu (vaginal ou cesárea). “Outro porém é que as paredes da vagina se atrofiam e a mulher necessita de lubrificação extra”, afirma o professor de ginecologia e obstetrícia Coríntio Mariani Neto, da Universidade Cidade de São Paulo.

Procurar um método contraceptivo eficaz que se adapte a seu corpo e suas necessidades é essencial para a saúde da mulher e também do futuro bebê. Joana Lima Silva tem dois filhos e teve dificuldade para encontrar uma forma de evitar a nova gestação. “Não me dou bem com pílula, e minha médica sugeriu o uso de um anel vaginal na segunda gestação, mas optei pela velha e boa camisinha”, conta.

Mesmo que a vontade de ter mais um filho seja grande, a mulher deve esperar, no mínimo, seis meses para engravidar novamente – não existe um consenso entre os médicos, mas alguns dizem que esse prazo deve ser maior, entre um ano e meio e dois anos. Além da defasagem nutricional que a gestação causa na mulher, o útero também precisa se recuperar, principalmente quando o parto é cirúrgico. “Além de sentir dores no corte, a mulher perde muito sangue durante a cesárea, o que pode causar anemia”, lembra o ginecologista e pesquisador da Unicamp Luis Bahamondes.

Ainda que existam muitas opções disponíveis, o preservativo, seja masculino ou feminino, é a melhor saída para a mulher que não escolheu o melhor método contraceptivo e retomou as relações sexuais antes do 42º dia após o parto. A partir dessa data, com a amamentação regularizada e a volta da ovulação, a mulher pode escolher qual o melhor método.

1. Natural

Nos seis primeiros meses depois do parto, a mulher que amamenta regularmente por livre demanda e que não voltou a menstruar desde o parto ainda não ovula e, por isso, não engravida. A produção de leite protege em 98% dos casos, desde que a mãe cumpra os três itens acima. Ao primeiro sinal de que está ovulando, como mudanças no muco vaginal, ela deve procurar um método contraceptivo. Até lá, recomenda-se o uso de preservativos ou diafragma, acompanhados de lubrificante.

2. Contraceptivos orais combinados

A pílula combinada é chamada assim por misturar na sua formulação dois hormônios, estrógeno e progesterona. Por recomendação da Organização Mundial da Saúde, esse tipo de anticoncepcional não deve ser utilizado durante a amamentação, já que o estrógeno pode diminuir a produção e a qualidade do leite materno. Alguns estudos conduzidos no Brasil pela Unicamp indicam que essa interferência é mínima, mas não há nenhuma comprovação de que o hormônio não afete o bebê a longo prazo.

3. Anel vaginal e adesivo

Ambos liberam hormônios diretamente na corrente sanguínea, diminuindo as reações adversas da absorção pelo fígado. Por combinarem estrógeno e progesterona, só devem ser utilizados, segundo recomendações médicas, cerca de seis meses depois do parto.

4. Contraceptivos orais de progesterona

As pílulas feitas apenas com progesterona podem ser usadas durante a amamentação sem nenhum problema e são seguras para a mãe e o bebê.

5. Contraceptivos injetáveis

Os injetáveis mensais não são indicados, também por serem feitos com a combinação de progesterona e estrogênio natural, o estradiol. Já os trimestrais, feitos com progesterona, e os implantes subcutâneos, colocados no braço da mulher, podem ser utilizados durante a amamentação.

6. DIU com cobre

O dispositivo intrauterino tem formato de T e pode ser colocado no útero logo após a expulsão da placenta. Sem a liberação de hormônios, ele cria uma barreira que impede a chegada dos espermatozoides nas trompas, onde ocorre a fecundação, e não interfere na produção de leite materno. Pode ser mantido por até dez anos, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde, e deve ser utilizado por mulheres que não queiram mais ter filhos e que não tenham grande volume menstrual, já que ele acentua o sangramento. No entanto, alguns ginecologistas são contra o método por considerá-lo abortivo.

7. DIU com hormônio

Semelhante ao dispositivo de cobre, este libera dentro do útero grandes quantidades do hormônio levonorgestrel, espécie de progesterona sintética. Ele pode ser colocado quatro semanas depois do parto e não interfere na amamentação, pelo tipo de hormônio liberado. Ele é eficaz e dura de cinco a sete anos.

Tome nota

Importante: até seis semanas depois do parto, os métodos contraceptivoscom hormônios não devem ser usados, já que aumentam o risco de tromboembolismo venoso, formação de coágulos nas pernas no pós-parto. As pílulas e a gestação em si podem gerar o problema, já que alteram os fatores de coagulação do sangue.

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