Vídeo mostra o quão assustador é um casamento infantil

"15 milhões de meninas vão se casar ainda este ano, antes mesmo de completarem 18 anos." A frase que horroriza e revolta ao mesmo tempo encerra o vídeo publicado pela UNICEF no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher

“15 milhões de meninas vão se casar ainda este ano, antes mesmo de completarem 18 anos.” A frase que horroriza e revolta ao mesmo tempo encerra o vídeo publicado pela UNICEF no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher.  Essa também já é a realidade de 554 mil garotas, de 10 a 17 anos, que já são casadas no Brasil. 

A campanha, encabeçada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, retrata de forma contudente o “grande dia” de uma menina. As imagens dos preparativos minuciosos são entrecortadas por ações típicas de uma garota, como colorir figuras e brincar com seu ursinho de pelúcia. Além da decoração do bolo mostrada como um suposto desenho feito pela noiva, frases como “Ela pertence à mim” e “Ele é meu dono” nas cadeiras dos convidados são detalhes responsáveis por tornar a atmosfera da união ainda mais assustadora. 

Por fim, um “aperto de mãos”, entre o noivo e o pai da menina, simbolizam uma realidade muito presente nesses casos: muitas vezes as meninas são vendidas por algum dote, ou mesmo objetificadas como uma recompensa por algum acordo fechado entre eles. 
Desde a data da sua publicação, o vídeo já alcançou 7.484.083 visualizações e mais de 150 mil compartilhamentos. A hashtag #ENDchildmarriage também faz parte da campanha que, da tradução livre para o português, significa #ACABEcomocasamentoinfantil. A ideia de mostrar de perto o casamento de uma menina busca explorar todos os traumas e a violação dos direitos das crianças e das mulheres que essa prática acarreta.

Dê o play com um lencinho por perto 😦

 

 

 

Noivas meninas

Em janeiro deste ano (edição 651), publicamos a reportagem “Noivas Meninas”, realizada pela editora Patricia Zaidan, que retratou a realidade desconhecida de 554 mil garotas de 10 a 17 anos que são esposas, cuidam de filhos, marido, casa e estão perdendo direitos e oportunidades. Confira aqui!

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