Prada é acusada de racismo por usar decoração que remete ao ‘blackface’

A marca retirou os objetos das lojas e se posicionou à respeito do caso

Uma vitrine da loja Prada causou revolta nos consumidores em Nova York, na semana passada. A decoração da loja apresentava objetos que remetiam ao ‘blackface’, pintura facial com carvão que era usada como sátira para debochar de pessoas negras. A prática, antigamente, era utilizada em teatros de comédia.

Nas redes sociais, a vitrine e os produtos foram alvo de críticas. A marca se posicionou a respeito por meio de uma nota, alegando que retiraria os produtos e negando que tenha sido racista.

“Temos o compromisso de criar produtos que celebram a diversidade de moda e beleza das culturas ao redor do mundo. Removemos todos os produtos da Pradamalia que eram ofensivos do mercado e estamos tomando medidas imediatas para aprender com isso. Comunicado de imprensa completo anexado.”

Alguns ativistas se posicionaram sobre o ocorrido:

“Me deparei com isso na Soho. Obrigada, Prada, por se certificar de que o blackface continue vivo e indo bem”.

“Então a Prada colocou alguns chaveiros extremamente racistas de US$500 com as mesmas caricaturas  estereotipadas que têm sido usadas há séculos. (…) Essas empresas são estúpidas!”.