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Parque Lage abre financiamento coletivo para levar a Queermuseu

"Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira" foi cancelada após sua abertura em setembro do ano passado no Rio Grande do Sul

Por Da Redação - Atualizado em 6 fev 2018, 20h19 - Publicado em 6 fev 2018, 20h18

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) lançou uma campanha de financiamento coletivo para receber a exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, que gerou polêmica quando abriu em Porto Alegre, em setembro do ano passado, e posteriormente foi cancelada.

O objetivo da campanha é arrecadar R$ 690 mil até o dia 29 de março. O valor será usado na operação e na montagem da exposição, além de apoiar um ciclo de debates.

O Queermuseu inclui obras de nomes de novos artistas e de profissionais já reconhecidos nacional e internacionalmente. Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Efrain Almeida, Guignard, Leonilson e Lygia Clark estão neste elenco.

São 263 obras de 85 artistas, percorrendo um arco histórico que vai do final do século vinte até os dias de hoje. Essa também é a primeira exposição com abordagem exclusivamente queer já realizada no país e a primeira com essa envergadura na América Latina.

“A reabertura é também um ato em favor da liberdade de expressão e de escolha”, diz o curador Gaudêncio Fidélis. “A ideia é promover uma ampla discussão sobre a diversidade, através de debates públicos, incluindo as questões de gênero que resultaram no cancelamento da mostra no Santander Cultural, em Porto Alegre”, continua Fabio Szwarcwald, diretor do Parque Lage.

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