Papa condena aborto em caso de má formação

Do Vaticano, pontífice criticou famílias que interrompem gestação por aceitar apenas filhos perfeitos

Neste sábado, 16, o papa Francisco causou polêmica ao comparar um aborto em caso de suspeita de má formação do feto com práticas nazistas. Em declarações a representantes de associações familiares no Vaticano, o pontífice argentino lembrou que “no século passado, todo mundo se escandalizou com o que os nazistas faziam para preservar a pureza da raça. Hoje, fazemos o mesmo com colarinho branco”.

Papa Francisco beija crianças em visita ao Peru, em janeiro deste ano.

Papa Francisco beija crianças em visita ao Peru, em janeiro deste ano. (Presidência do Peru/Reprodução)

Com tal comparação, o papa se referia a casais que optam por interromper a gestação, ao constatar a partir de exames que um feto poderá nascer com algum problema. Em suas palavras, esta atitude significa que “para ter uma vida tranquila, elimina-se inocentes”. O líder religioso indagou ainda o porquê de, por exemplo, vermos poucos anões nas ruas. E acusou a classe médica: “o protocolo de diversos médicos diz: ‘nascerá com uma anomalia, livre-se dele'”.

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Neste contexto, ainda segundo o papa, apesar de hoje falarmos de famílias diversificadas, elas seriam constituídas nos moldes de uma loteria. “Se der certo, bom, se não, apagamos tudo e começamos de novo”, criticou.